Quatro pessoas podem ter contraído hantavirose em General Carneiro (36 km ao sul de União da Vitória). Um dos pacientes morreu há cerca de 20 dias.
Testes laboratoriais confirmaram que a morte foi em consequência de hantavirose, doença causada por um vírus que existe na urina, fezes e saliva de ratos silvestres.
O Instituto Adolfo Lutz está analisando em São Paulo os exames dos outros três suspeitos, mas existe a probalidade de mais de 90% que a doença seja causada pelo hantavírus.
Técnicos do Ministério da Saúde, do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, e equipes do Centro de Saúde Ambiental, da Secretaria da Saúde do Paraná, estão na região de General Carneiro, perto de União da Vitória, realizando levantamentos epidemiológicos e esclarecendo a população sobre a hantavirose.
A doença é transmitida pelo contato com fezes e urina de ratos silvestres, especialmente em locais fechados. O vírus se espalha no ar, entrando no corpo pela respiração. A doença também pode ser transmitida pela mordida do animal.
Para evitar que novos casos sejam registrados, empresários do setor madeireiro, empreiteiros, profissionais da área da saúde e representantes dos trabalhadores rurais estão participando de reuniões para tomar medidas preventivas.
O objetivo é melhorar os acampamentos para dificultar o acesso do rato. A hantavirose é uma doença emergente, cujo conhecimento é recente e os primeiros sintomas se parecem com uma gripe (febre, dores pelo corpo) além de tosse e dificuldades para respirar.
No Brasil a doença tem sido diagnosticada de forma esporádica, sendo que os três primeiros casos foram identificados em São Paulo. De 1993 até 17 de outubro de 2000, foram confirmados 65 casos no País, com 39 mortes.
O Sudeste tem o maior número de casos: 35, seguido do Sul com 21 casos. No ano passado foram confirmados 7 casos no Paraná, sendo quatro em General Carneiro, dois em Cruz Machado e um em Honório Serpa. Cinco pessoas morreram.

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