Curitiba - O Paraná aderiu ontem ao Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que propõe 94 ações na área. Em Curitiba, o ministro Tarso Genro (Justiça) e o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), assinaram um convênio que vai permitir que o Estado obtenha recursos da União caso queira executar algumas das ações do Pronasci. Apesar da iniciativa, o secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, não informou ontem quais as ações que poderiam ser adotadas no Paraná. ''Das 94 ações, algumas já são realizadas pelo Estado. Não vamos aderir a todas as demais porque precisamos levar em conta as nossas peculiaridades'', disse ele.
No convênio, as ações serão executadas pelo Estado, mas a União ficará responsável pelos recursos e por fornecer a estrutura. Questionado sobre a disponibilidade de caixa do governo federal, em especial após a extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o ministro disse que o Pronasci não deverá ser prejudicado no próximo ano. ''Embora o volume de recursos para a segurança pública seja alto em 2008, no orçamento ele representa apenas uma vírgula. Mas é claro que a última palavra (sobre a execução ou não de uma ação) cabe ao chefe (presidente Lula)'', desconversou Genro.
O governo federal prevê um investimento de quase R$ 7 bilhões no Pronasci até 2012. Por enquanto, enfatizou Delazari, ainda não há recursos definidos para o Paraná - 11 Estados já aderiram ao Pronasci.
Segundo o ministro, a idéia do Pronasci é investir em medidas preventivas. Uma das prioridades, segundo ele, é a mobilização em áreas de conflito. O governador Requião afirmou ontem que as ações da Polícia Militar do Estado em ocupações são feitas ''sem nenhuma agressão''. ''Isso pode ser controlado e mediado com inteligência''. Hoje existiriam no Estado cinco ocupações em fase de negociações.

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