Com algumas das mais belas praias da metade de baixo do litoral brasileiro e uma economia diversificada, Santa Catarina tende a desbancar o Paraná como destino das pessoas que deixam seus Estados de origem para fixar residência no Sul do País. O saldo migratório paranaense continua negativo - há mais gente deixando o Estado do que vindo morar aqui. Em contrapartida, o dos nossos vizinhos não para de crescer.
Curioso é que os próprios paranaenses têm contribuído para que o território catarinense esteja bombando tanto. Segundo estudo migratório realizado em 2012 por dois pesquisadores do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), no quinquênio 2005/2010 pela primeira vez Santa Catarina passou São Paulo como destino preferido da população que deixou o solo paranaense.
O Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o Paraná continua sendo o Estado do Sul do País com maior percentual de migrantes em sua população total (10,40% ou aproximadamente 104,4 mil pessoas há quatro anos). O índice é bem superior ao de Santa Catarina (3,91%). O Distrito Federal lidera o ranking nacional, com 39,28% de moradores vindos de outros Estados. Com apenas 1,10% de migrantes, o Rio Grande do Sul só está à frente do Amapá, que tem 0,72%.
Em junho vai fazer um ano que o ponta-grossense Edson Carlos Sirigate Júnior, de 35 anos, está morando em Balneário Camboriú. Além da qualidade de vida, ele diz que deixou Curitiba, onde vinha morando, em busca de crescimento profissional. "Aqui a expectativa de vida e as perspectivas de crescimento profissional são maiores do que em algumas cidades aí do Paraná", compara.

Pessoas que se deslocam de uma região para outra, em um mesmo país, ou de um país para outro; praticam a migração

É calculada considerando-se a taxa de mortalidade segundo classe de renda, o acesso a serviços públicos e os índices de violência local

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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