Curitiba- As mudanças na estrutura administrativa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que passam a valer a partir de hoje, não irão afetar o atendimento aos segurados, mas enfraquecerão o ''poder de barganha'' do estados que não centralizarem as gerências regionais. Essa foi a avaliação da ex-superintendente do INSS no Paraná, Elizabeth Lobo dos Santos Elpo, ao anunciar, na tarde de ontem, o que muda com implantação do decreto presidencial nº 5.513.
O decreto, publicado anteontem, criou uma Diretoria de Atendimento que, segundo informações da Agência de Notícias da Previdência Social, será responsável por assegurar a qualidade dos serviços prestados aos usuários do INSS e coordenar as ações de atendimento direto e remoto aos segurados. Também responderá pela padronização dos procedimentos da rede de atendimento.
As nove superintendências que coordenavam os trabalhos das 102 gerências executivas nos estados foram extintas, dando lugar a cinco gerências regionais: São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Distrito Federal e Santa Catarina, que responderá pelo Paraná e Rio Grande do Sul. A atual superintendente de Santa Catarina, Eliane Schmidt, assume a gerência regional do Sul.
A unidades regionais serão responsáveis por supervisionar, coordenar e articular a gestão das gerências executivas sob sua jurisdição, apoiar as ações de capacitação de servidores, implementar as diretrizes e ações desenvolvidas pela Diretoria de Atendimento e apoiar as atividades de comunicação social do INSS.
Elizabeth entende que as atribuições das gerências regionais são mais complexas, mas assegurou que muitas delas já vinham sendo assumidas pela superintendência do Paraná, com procedimentos pioneiros como a centralização das licitações por pregão eletrônico.
A ex-superintendente concorda que mudanças eram necessárias para promover melhorias no atendimento e racionalização de despesas, mas acredita que o número de gerências regionais é insuficiente para dar conta das 102 gerências executivas. Uma das propostas que estavam em andamento no Paraná e que ela teme não saiam do papel era a ampliação do número de agências de atendimento de 52 para 70.

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