Paraná passa de líder a último colocado em casos de violência no campo
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Redação FolhaWeb 
Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgados no início de dezembro, mostram que a violência na região rural está diminuindo no Paraná. Segundo estatísticas relativas ao período entre janeiro e setembro, o número de conflitos caiu de 37 nos nove primeiros meses de 2010 para apenas cinco em 2011.
No ano passado, o Paraná já tinha a menor quantia de envolvidos em conflitos no campo, mas a diferença era pequena para catarinenses e gaúchos: 4.369 pessoas no Estado, 384 a menos do que em Santa Catarina e 280 registrado no Rio Grande do Sul.
Nos nove primeiros meses de 2011, a diferença foi bem maior. Foram 519 envolvidos no Paraná, 5.491 nas áreas rurais catarinenses e 6.735 nas gaúchas. Segundo a Pastoral, no dois períodos dos dois anos, não foram registrados assassinatos e ameaças de morte nos três Estados.
A pesquisa da CPT mostra que o Brasil seguiu tendência de queda em números de conflitos, envolvidos e mortes, embora proporcionalmente a redução tenha sido menos acentuada do que no Paraná. A exceção foi a quantia de ameaças, que nacionalmente aumentou de 83 para 172 ocorrências. A CPT enfatiza que todos os dados são parciais e que no levantamento do ano inteiro poderão ser acrescentadas mais estatísticas dos nove primeiros meses de 2011.
''Pode ser que muitos dados não tenham sido sistematizados, até porque a Pastoral da Terra no Paraná está em reavaliação e reorganização internas, o que fragiliza a captação de estatísticas das ocorrências'', afirma o coordenador nacional da Pastoral da Terra, Dirceu Fumagalli.
Nilton Bezerra Guedes, coordenador estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), ressalta que ''a maior demanda hoje é a estruturação dos assentamentos. Trabalhamos nas duas frentes: para obter terras e a outra, que é o maior desafio, é qualificar os assentamentos.", afirma.
Confira mais informações na matéria do repórter Fábio Galão
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