Paraná não corre risco de desabastecimento
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sexta-feira, 25 de outubro de 2002
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Três municípios do Paraná foram colocados na lista de cidades que correm risco de racionamento por conta da estiagem, divulgada esta semana pela Agência Nacional de Águas (ANA). A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), no entanto, garante que a situação do abastecimento em Almirante Tamandaré, Colombo e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, não é tão preocupante.
O coordenador de Operações da Sanepar, Marco Antônio Archegas Ferreira, admitiu que os três municípios enfrentam períodos de desabastecimento, mas que esse problema é pontual em algumas regiões mais críticas. Segundo ele, a falta d'água está mais relacionada a déficit de produção e de distribuição do que à falta de chuvas.
No caso de Almirante Tamandaré, informou Archegas, a produção de um dos cinco poços do Aquífero Karst que abastecem o município foi afetada pela estiagem. O poço chegou a ficar paralisado por mais de um mês e, apesar já ter voltado a operar, ainda não está na sua vazão normal. Com isso, cerca de 5 mil moradores da região do Cachoeira estão tendo que conviver com a falta d'água durante o dia.
Archegas adiantou que a situação deverá ser contornada com a construção de uma nova estação de tratamento, que irá captar água do Rio Barigui. A estimativa da Sanepar é que a unidade esteja pronta em abril de 2003 e produza entre 100 e 120 litros por segundo. Até lá, a empresa vai continuar racionalizando a distribuição da água para conseguir atender as áreas críticas.
Em Colombo, os bairros Guaraituba, Belo Rincão e Monte Castelo são os mais atingidos pelo desabastecimento, totalizando cerca de 6 mil habitantes. A proposta da Sanepar é substituir parte das tubulações para melhorar o sistema de distribuição. Archegas garantiu que essas obras estarão concluídas até o final do ano.
O coordenador da Sanepar admitiu que outros 8 mil moradores da localidade de Borda do Campo, em São José dos Pinhais, que é atendida por sistema de poços, também enfrentam desabastecimentos diários. Segundo o técnico, três alternativas estão sendo estudadas: a perfuração de um novo poço, a reativação de um antigo poço ou o aproveitamento da água produzida na Estação de Tratamento Renault. A expectativa é concluir os estudos até o final do ano, mas não há previsão de quando a solução será implementada.


