Paraná monitora avanço de fumaça de SC
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Equipes da Defesa Civil estadual e do município de Guaratuba, do 8º Grupamento do Corpo de Bombeiros do Litoral e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) monitoram desde a manhã de ontem o deslocamento da nuvem de fumaça provocada pelo incêndio que atingiu o depósito de fertilizantes do terminal marítimo de São Francisco do Sul, litoral norte catarinense.
O material, uma mistura de nitrato de potássio e nitrato de amônia, se espalha desde as 23 horas de terça-feira, quando foi identificado o incêndio. Em Guaratuba, entretanto, não foram identificados maiores problemas.
Conforme os órgãos oficiais paranaenses, como o incêndio já estava sendo controlado, as chances da fumaça atingir o município eram remotas. Por uma questão de segurança, foram canceladas as aulas da tarde na Escola Municipal Juraci Correa, localizada no bairro Coroados, quase na divisa com Santa Catarina. Na instituição estudam 250 crianças.
O Corpo de Bombeiros informou que não foi registrado nenhuma ocorrência relacionada ao avanço da fumaça. O tenente Tadeu Perpétuo Nunes Filho, do 8º Grupamento, informou apenas que entre 8 e 11 horas foi possível identificar um leve odor químico, sem no entanto causar riscos à saúde. O centro de Guaratuba fica aproximadamente a 40 quilômetros do foco do incêndio. "Mantemos o contato constante com os bombeiros de Santa Catarina e, por isso, não existe risco para a população de Guaratuba. Orientamos que todas as atividades continuem sendo desenvolvidas normalmente na cidade", disse o tenente.
Atendimento
Na tarde de ontem, a Prefeitura de São Francisco do Sul decretou estado de emergência devido ao incêndio. O depósito que continha aproximadamente 40 toneladas de fertilizantes pertence à empresa Global Logística. Até o início da noite de ontem, pelo menos 132 pessoas tinham dado entrada no Hospital Nossa Senhora das Graças, conforme a prefeitura. A maioria com sintomas de irritação nos olhos, nariz e garganta e náusea. Todas foram medicadas de liberadas. Inicialmente foi divulgado que a fumaça da explosão era tóxica, entretanto, o governo catarinense negou a informação e afirmou que ela tem como característica ser "oxidante".
Muitos moradores deixaram a cidade com medo de que a fumaça pudesse causar mais danos à saúde. Por isso a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fechou o acesso à cidade pela BR-280 para facilitar o deslocamento dos moradores e o deslocamento dos carros de emergência. Outras 800 pessoas estão alocadas em abrigos, a maioria vive no bairro Paulas, local onde ocorreu o incidente, e de bairros periféricos. (Com agências)


