O cuidado com as gestantes mantém o Paraná na liderança do ranking nacional pelo sexto ano consecutivo. Em 2025, o Estado alcançou o índice de 89% de nascidos vivos de mães com sete ou mais consultas de pré-natal pelo SUS, o melhor resultado desde 2020. A média nacional ficou em 79,2%. O segundo colocado, Santa Catarina, registrou 84,4%.

O desempenho é atribuído à organização da Linha de Cuidado Materno-Infantil, que inclui captação precoce da gestante em até 12 semanas, estratificação de risco, garantia de exames e vinculação a hospitais de referência. Desde 2019, a Sesa (Secretaria da Saúde do Estado) investiu R$ 5,5 milhões em equipamentos de ultrassom, fetoscópio e torre de vídeo para gestantes de alto risco, e repassou entre R$ 150 mil e R$ 300 mil aos municípios para aquisição de aparelhos de ultrassom na Atenção Primária à Saúde (APS). O Estado também aumentou o valor de repasse mensal de R$ 130 mil para R$ 200 mil, via Programa HospSUS - Fase 1, aos hospitais que atendem gestantes de alto risco.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, destaca que essa política reforça a estratégia de regionalização da saúde no Paraná. "O progresso na oferta de exames, métodos contraceptivos e acompanhamento materno-infantil representa mais autonomia e segurança para as mulheres paranaenses. Estamos ampliando o acesso aos serviços e capacitação dos profissionais em todo o Estado", informa.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, reforça que as ações do Estado abrangem todas as fases da vida feminina. "São orientações e cuidados para todas as fases da vida da mulher. O Paraná fortalece a política de atenção integral, oferecendo insumos, orientação e capacitação para profissionais dos municípios. Estamos no caminho certo", afirmou a diretora.

CARRETA SAÚDE DA MULHER

A Sesa retoma neste ano o programa Carreta de Saúde da Mulher, unidade móvel que deve fazer 19 paradas, abrangendo 95 municípios, entre maio e dezembro deste ano, com o objetivo de realizar mais de 50 mil atendimentos. A unidade móvel integra a campanha Paraná Rosa e oferece gratuitamente exames de mamografia, ultrassonografia de mama, transvaginal e de tireoide, além da coleta do preventivo de câncer do colo do útero (Papanicolau).

Uma novidade desta edição é a oferta de teleconsultas médicas, que amplia a capacidade de assistência especializada em regiões afastadas dos grandes centros urbanos.

PREVENÇÃO AO CÂNCER

O combate ao câncer de colo de útero ganhou reforço com a ampliação da oferta do exame de DNA-HPV para todos os municípios paranaenses. A tecnologia molecular, desenvolvida pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) em parceria com a Fiocruz, detecta a presença dos tipos cancerígenos do vírus HPV antes mesmo que qualquer lesão se desenvolva. O público-alvo são mulheres de 25 a 64 anos, com intervalo de cinco anos entre as coletas.

O Paraná tem uma estimativa de 1.120 novos casos de câncer de colo de útero neste ano. A meta, alinhada à Organização Mundial da Saúde (OMS), é reduzir a incidência para menos de 4 casos por 100 mil mulheres até 2030. A coleta é feita nas unidades de saúde municipais e processada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

Além disso, a vacinação contra o HPV está disponível para jovens, meninas e meninos, de 9 a 14 anos, com resgate para a faixa de 15 a 19 anos até junho de 2026.

Todas as ações fazem parte da Política Estadual de Atenção Integral à Saúde da Mulher, que garante acesso gratuito a exames, métodos contraceptivos e atendimento humanizado em todas as regiões do Estado.

Nesta quinta-feira (28) é celebrado o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher.

(com AEN)

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