Paraná lidera evasão escolar no Sul
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quinta-feira, 28 de junho de 2001
Andréa Lombardo De Curitiba 
Apesar de ter reduzido em relação ao penúltimo Censo Escolar, realizado em 1996, a taxa de evasão escolar no Paraná em 2000 continua sendo a maior entre os Estados do Sul do País. De acordo com os números divulgados anteontem pelo Ministério da Educação (MEC), 6,3% dos alunos abandonavam as escolas entre 1995 e 1996. De 99 para 2000, o índice foi de 5%. Em Santa Catarina a taxa foi de 4,2% e, no Rio Grande do Sul, 4,5%. A média nacional ficou em 4,8%.
Redução mais significativa foi observada na taxa de repetência, que passou de 23,8% em 95/96, para 15% entre 99 e 2000. O mesmo aconteceu com a taxa de distorção idade-série, que de 31,7% caiu para 20,4%. Esses números correspondem à situação dos alunos matriculados em escolas municipais, estaduais e particulares.
Os índices refletem muito bem a forma que trabalhamos para corrigir as distorções que em 94 e 95 eram bem piores, afirmou a coordenadora de informações educacionais da Secretaria de Estado da Educação, Maria Luíza Marques Dias, referindo-se à política adotada pelo governo para o ensino público estadual.
A decisão de municipalizar o ensino de 1ª a 4ª série, no início dos anos 90, segundo ela, deu oportunidade para que o Estado pudesse atuar incisivamente no ensino fundamental de 5ª a 8ª e no ensino médio.
Maria Luíza acredita que o projeto chamado Correção de Fluxo, implantado em 1997, foi o grande responsável pela melhoria nos índices de distorção idade-série, refletindo também nos demais indicadores. Com esse trabalho, alunos com dois ou mais anos de distorção foram retirados das séries em que estavam e agrupados em turmas por idade. Foi desenvolvida uma metodologia específica para isso.
Segundo a coordenadora, em média, 64,3% dos 342 mil alunos que ingressaram no projeto entre 97 e 99 conseguiram ser promovidos para a 8ª série ou para a série subsequente a que estavam ou, ainda, concluíram o ensino fundamental. Com isso, diminui-se também a repetência e a evasão porque o aluno se sente mais estimulado a aprender e não abandona a escola.


