O governo do Paraná lançou ontem à tarde a campanha de vacinação contra a rubéola. De 28 a 3 de abril, a Secretaria da Saúde espera vacinar 1,7 milhão de mulheres, de 15 a 39 anos. No total, serão distribuídas 1,8 milhão de doses entre os 1.860 postos de saúde do Estado. Hoje, Curitiba e Região Metropolitana estão em situação de epidemia. De 55 casos registrados este ano no Paraná, 51 são da capital e municípios vizinhos. Em 1997, houve 749 casos no Paraná, contra 36 casos em 1996.
As mulheres, em geral, não se vacinam contra a rubéola. Segundo a secretária de estado da Família e Assuntos da Criança, Fani Lerner, o motivo é a falta de informação. ‘‘A dificuldade era saber que existia a vacina. Agora, a campanha chamará a atenção para o assunto’’, diz.
A partir de amanhã, será veiculada uma campanha com a apresentadora Xuxa, no rádio e na televisão. A propaganda alerta para a vacinação e fala dos males que a doença pode causar ao bebê, no período da gestação de mulheres que não estejam imunizadas. Também serão distribuídos 300 mil folders e oito mil cartazes para os 399 municípios do Estado.
Quando a doença ocorre durante a gravidez, pode provocar a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). A SRC pode causar surdez, cegueira, retardo mental e má formação cardíaca. ‘‘Cerca de 10% das crianças que estão nas APAEs (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), no Paraná, têm deficiências porque a mãe teve rubéola na gravidez’’, diz a vice-governadora Emília Belinati. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Armando Raggio, a vacina não faz mal ao feto, como muitos acreditam. ‘‘A história de que o efeito da vacina seria igual ao do vírus natural é mentira’’, diz. Apesar da preocupação com as mulheres grávidas, ele diz que mesmo as que não pensam em ter filhos devem tomar a vacina.

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