Curitiba - O último balanço sobre a vacinação contra a poliomielite, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) no sábado à noite, aponta que 526.636 das crianças de até 5 anos já foram imunizadas no Estado. Isto significa 72% do público-alvo estimado pelo Ministério da Saúde, o maior índice do Brasil.
No Paraná, a meta é imunizar 95% das 729.410 mil crianças. Conforme os dados do programa nacional de imunização, dos 399 municípios, 44 já atingiram este grau de imunização. A campanha nacional termina no dia 6 de julho. Com 22%, Roraima apresentou o menor índice de vacinação, com apenas 22% do público-alvo.
Em todo o Brasil, no primeiro dia da campanha, 7.314.821 crianças foram vacinadas - 51,7% entre as 14,1 milhões que devem receber as gotinhas. A vacina está disponível em todas as unidades de saúde das 8h às 17h em em unidades volantes (supermercados, praças, shoppings), estruturadas pelos municípios. Segundo o Ministério da Saúde, 1.094.200 doses foram repassadas para o Paraná.
Em Londrina, 22.021 das 32.721 crianças já foram imunizadas no primeiro dia, representando 67,3% do total. Em Maringá, 79,3% das crianças de até 5 anos foram vacinadas (16.907 das 21.315); e em Curitiba, o índice de imunização chegou a 85,2%, com 97.379 das 114.246 crianças recebendo as duas gotas.
A vacina é indicada para todas as crianças, mesmo as que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia. No caso de crianças que sofrem de doenças graves, recomenda-se que os pais consultem profissionais nos postos e centros de saúde para que avaliem se devem ou não tomar a vacina. Crianças com febre acima de 38º, ou com alguma infecção, também devem ser avaliadas por um médico.
Não existe tratamento para a pólio e somente a prevenção, por meio da vacina, garante a imunidade. No Paraná o último caso de paralisia infantil foi diagnosticado em 1986, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda que é transmitida pelo poliovírus, cujo contágio se dá principalmente pela boca. Ele é carregado pelas fezes e gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro da pessoa contaminada. Falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças em um mesmo local, favorecem a transmissão.

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