Paraná já descartou três suspeitas de coronavírus
Secretários de Saúde do Estado e do município de Curitiba, onde casos eram monitorados, dizem que não há motivo para pânico
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de janeiro de 2020
Secretários de Saúde do Estado e do município de Curitiba, onde casos eram monitorados, dizem que não há motivo para pânico
Mariana Franco Ramos - Grupo Folha 
Curitiba - O Paraná já descartou três casos suspeitos do novo coronavírus, que eram monitorados desde o último domingo (26), todos em Curitiba. Apenas um deles, de um homem que esteve na China e passou por Fortaleza antes de desembarcar na capital paranaense, constava na lista do MS (Ministério da Saúde).

Ele procurou o Hospital Santa Cruz na terça-feira (28) e permaneceu internado em isolamento, seguindo o protocolo do MS, até o exame de laboratório apresentar resultado negativo.
O caso de um tripulante de um navio procedente do país asiático que chegou ao Porto de Paranaguá no domingo também foi comunicado aos serviços de saúde do Estado. Entretanto, a suspeita foi descartada clinicamente, sem necessidade de exames laboratoriais.
A terceira situação é de uma mulher de 23 anos, residente da capital paranaense, que apresentou sintomas ao voltar de uma viagem à China. A moça seguia em isolamento no Hospital de Clínicas, para avaliação. Conforme a secretária municipal de saúde, Márcia Huçulak, "epidemiologicamente" já é possível dizer que não se trata de coronavírus.
"Todo indivíduo que chegar ao serviço de saúde no Brasil ou em qualquer lugar no mundo, que tiver quadro gripal ou respiratório e que relatar que teve passagem pela China ou contato com quem teve passa a ser caso suspeito. Não significa ter a doença. É para precaução", explica.
O secretário estadual, Beto Preto, reforça que não há motivo para alarde, pânico ou comoção popular. "Estamos seguindo tudo o que está acontecendo na China. Implementamos o funcionamento do Coes (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), para gestão coordenada. Nossa rede hospitalar e móvel de urgência e emergência é robusta e capaz de atender. Estamos passando todas as orientações possíveis", afirma.
"Porém, estamos num momento de globalização da economia. As pessoas vão e vêm. Por isso devemos difundir esse conhecimento sobre a prevenção", completa. Os pacientes que são considerados suspeitos passam por avaliação epidemiológica da viagem, para identificação de áreas consideradas com risco de contaminação.
Segundo Beto Preto, o Coes reúne divisões da Secretaria, como Vigilância Epidemiológica, Sanitária e Ambiental, atenção primária, urgência e emergência, além de laboratório central do Estado. Ele está em contato permanente com o Ministério, a Anvisa, órgãos federais de controle e as 22 regionais de saúde do Estado e dos municípios.
SINTOMAS
De acordo com a Sesa, casos mais leves de infecção podem parecer como uma gripe ou resfriado. Sinais comuns incluem febre, tosse e dificuldade respiratória. Em casos mais severos, o novo coronavírus pode provocar pneumonia, síndrome respiratória aguda grave e óbito. O período de incubação do vírus é de dois a sete dias, podendo chegar a 14 após a exposição.
Nessa quinta-feira (30), o Ministério da Saúde realiza uma videoconferência sobre a situação nacional e global, com o objetivo de passar novas orientações aos Estados. Os secretários também devem se reunir em Brasília no dia 6 de fevereiro. A reunião é mensal, costuma tratar de diversos assuntos e já estava prevista, mas foi antecipada por conta das notícias envolvendo o novo coronavírus.


