Mais um caso de hantavirose foi confirmado no Paraná na última semana de dezembro. Com este, registrado em Cruz Machado, sobem para 22 os casos da doença confirmados no ano 2000, dados que conferem ao Paraná a primeira posição nos estados brasileiros com maior número de pessoas contaminadas pelo hantavírus. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, desde 1999, quando foi registrado o primeiro caso, 29 pessoas já foram contaminadas e dez morreram.
Para tentar combater a doença, a Secretaria Estadual de Saúde está colocando em prática medidas preventivas nas regiões mais afetadas. Atualmente, informou o secretário Armando Raggio, a região de Guarapuava e General Carneiro, no Sul do Estado, são as mais atingidas. Nessas regiões estão sendo distribuídos folhetos explicativos e uma equipe de profissionais ambientais e de saúde fazem vistorias constantes.
A hantavirose é uma doença emergente causada por um vírus que existe na urina, saliva e fezes de ratos silvestres, cujas espécies ainda não foram identificadas. A transmissão acontece por meio do contato com excreções dos animais, que podem ser encontrados principalmente em áreas rurais e zonas de reflorestamento. A expansão de áreas de reflorestamento pode, segundo Raggio, justificar o aumento de casos da doença no Estado, já que o corte das árvores torna maior a probabilidade do contato dos roedores com as pessoas. Segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), são solicitados três mil pedidos de autorização de reflorestamento por ano no Estado, a maioria nas regiões de União da Vitória, Irati, Guarapuava, Ponta Grossa e Curitiba.
IAP, Ibama e Secretaria Estadual de Saúde elaboraram uma resolução que estabelece a conduta a ser adotada em todo o Estado para a instalação de alojamentos nas áreas de corte de floresta nativa, levando em conta as condições de higiene e segurança de quem está no campo.
Para o secretário, a doença está acontecendo em maior proporção no País, mas se que seja detectada. Por isso o Paraná estaria liderando o ranking do número de casos confirmados. ‘‘Não estou colocando em dúvida os números divulgados pelo Ministério da Sa© úde’’, salientou, afirmando achar improvável que estados mais populosos e com áreas de reflorestamento maiores, como São Paulo, não tenham registrado casos em 2000. Segundo o Ministério da Saúde, o estado de São Paulo ocupa o segundo lugar no índice da doença.

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