Paraná faz levantamento da doença de Chagas
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quarta-feira, 08 de setembro de 2004
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Ministério da Sa© úde e Secretaria de Saúde do Paraná, começam a partir deste mês a fazer um levantamento sobre a ocorrência da doença de Chagas na população de 0 a 5 anos de idade residente na área rural. A estimativa é que sejam coletadas cerca de 8 mil amostras de sangue em 160 municípios do Paraná. Apesar da incidência da doença ser rara no Estado, o controle faz parte de um programa nacional do Ministério. Trata-se do Inquérito Nacional de Soroprevalência da Infecção Chagásica, que pretende analisar os resultados das ações de controle efetuadas e identificar novas áreas de risco.
No Paraná, o objetivo principal é a prevenção da doença, uma vez que sua incidência é rara. A transmissão é esporádica e acontece, principalmente, nas regiões Norte e Oeste do Estado. Os casos crônicos quando a doença manifesta-se de dez a 15 dias após a infecção, evoluindo para quadros mais problemáticos vêm diminuindo ano a ano. Porém, ainda são registradas muitas mortes devido ao contágio da doença há 20 ou 30 anos. Em 2003, ocorreram 266 mortes no Estado. O problema é que a doença de Chagas normalmente manifesta-se tardiamente. Por isso, hoje sua incidência é maior na população acima de 30 anos, que contraiu a doença anos antes do Ministério da Saúde implantar o programa nacional de controle.
Dados do Ministério da Saúde mostram uma redução na incidência da doença. Nos anos 80, o barbeiro da espécie Triatoma Infestans -responsável por 80% dos casos de Chagas no País eram encontrados em mais de 720 municípios brasileiros. Em 2003, esse número caiu para apenas 29. Os pequenos e últimos focos dessa espécie são encontrados, principalmente, no Rio Grande do Sul e na Bahia. Na década de 90, 2 mil municípios em 19 estados eram considerados zonas endêmicas, 30 milhões de pessoas estavam expostas à contaminação, sendo que 73 mil morriam anualmente em decorrência da doença de Chagas.


