Curitiba - O programa 161 Narcodenúncia, criado pelo governo do Paraná com objetivo de receber denúncias anônimas sobre uso e tráfico de drogas, mudou de número. Desde ontem, passou a ser 181 Narcodenúncia. Outra novidade anunciada ontem, dia em que o serviço completou um ano de existência, é a decisão do governo de ceder o uso do software utilizado pelo serviço a outros estados, possibilitando que estes também adotem o sistema.
O objetivo, segundo o coordenador estadual do programa, major Jorge Costa Filho, é ter um sistema único nacional de denúncias, com bancos de dados interligados que proporcionem o acesso de todos a todas as informações. O número de telefone até então usado no Paraná teve que ser trocado para permitir que o serviço funcione sem nenhuma tarifa em todo País. O novo número, 181, foi liberado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para atender essa finalidade.
No Paraná, por algum tempo quem ligar para o 161 ouvirá uma gravação avisando sobre o novo número. O mesmo ocorre com a página do serviço na internet, que passou a ser www.181.pr.gov.br.
Segundo Costa Filho, até agora oito estados já entraram em contato pedindo informações sobre o programa, e o Mato Grosso do Sul já está em processo de implantação do sistema.
''O programa parece ser de repressão, mas é de prevenção porque a medida em que se contém a oferta da droga a demanda também cai. Se essas 45 mil toneladas de maconha e cocaína não fossem aprendidas, quantos filhos e adolescentes poderiam ter se envolvido com essa droga?'', questionou o secretário de Estado da Justiça e da Cidadania, Aldo Parzianello, cuja pasta é responsável pelo programa. Ele lembrou, ainda, que atualmente 80% dos presos cometeram delitos em decorrência do uso ou tráfico de drogas e mais de 40% das mulheres detentas foram presas por atuar como ''mulas'', ou seja, por levarem a droga para os traficantes.
Além de elogiar o trabalho das polícias e entidades envolvidas no programa, Parzianello ressaltou a importância da participação da população. Em um ano foram feitas 18 mil denúncias, sendo que 80% foram feitas por pais e mães de adolescentes envolvidos com drogas. Para ele, o suceso do programa deve-se principalmente ao anonimato das denúncias e à rapidez na apuração.

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