Paraná estabelece estratégias contra a gripe A
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sexta-feira, 17 de junho de 2011
Adriana De Cunto Maigue Gueths <br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná não teve nenhum caso de gripe A este ano, mas em função dos casos já registrados no Rio Grande do Sul, que resultaram em quatro mortes em função de complicações da doença, a Secretaria Estadual de Sáude (Sesa) decidiu se antecipar e realizou uma reunião técnica, ontem, para definir estratégias de combate à doença no Estado.
A preocupação, segundo informações da Sesa, é definir procedimentos de profilaxia e estratégias de ação a serem adotados em caso de surgimento de casos da gripe A. Para a reunião, foram convocados representantes das entidades que compõem o Comitê de Enfrentamento à Influenza H1N1, criado durante a pandemia de 2009, e que reúne Associação Médica do Paraná, Conselho Regional de Medicina, Sociedade Paranaense de Infectologia, Defesa Civil, Secretaria da Saúde de Curitiba, Ministério Público, Hospital das Clínicas e Hospital do Trabalhador, entre outras.
O superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Sezifredo Paz, lembrou que em 2009, o Paraná registrou 338 mortes em decorrência da doença. Em 2010, foram 18 óbitos. Neste ano, nenhum caso de gripe H1N1 foi diagnosticado no Paraná.
Embora descarte a possibilidade de uma epidemia de gripe H1N1, o Ministério da Saúde recomendou, anteontem em Brasília, o uso do antiviral oseltamivir para pacientes com gripe, a partir do aparecimento dos primeiros sinais da doença, independentemente de confirmação laboratorial do vírus H1N1. Pela recomendação anterior, o início do tratamento somente era permitido até 48 horas contadas a partir dos primeiros sinais da infecção.
Sezifredo Paz disse que no Paraná, a orientação é para que todas as pessoas que sejam diagnosticadas por um médico com sitomas de gripe sejam medicadas com oseltamivir. Ele explicou que o Estado tem hoje em estoque 500 mil tratamentos de oseltamivir, além daqueles já distribuídos nas Unidades de Saúde. Na semana que vem, representantes das secretarias de Saúde dos três Estados do Sul vão se reunir em Curitiba para discutir procedimentos sobre a gripe H1N1.
Este ano, foram registrados dez casos graves no Rio Grande do Sul, com quatro mortes, sendo um bebê de dez meses, duas mulheres de 42 e 48 anos e um homem de 71 anos. Nenhuma das vítimas estava vacinada contra a doença. Além disso, outras 19 infecções foram identificadas no Acre, nenhum deles grave.
A Sesa alerta a população para a necessidade de manter os cuidados de higiene, principalmente no inverno, estação em que aumentam os casos de síndromes respiratórias. Segundo Sezifredo Paz, algumas medidas simples podem evitar o contágio: lavar bem as mãos com água e sabão; evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal; cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar; manter os ambientes arejados, com portas e janelas abertas. ''Ao menor sinal de qualquer sintoma o ideal é o paciente procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua casa'', diz.(Com agências)


