Curitiba - Um ciclone que está sobre o Litoral de São Paulo, associado a um sistema de alta pressão que age no Litoral do Rio Grande do Sul (RS), provocou ressacas de fraca intensidade no litoral paranaense na madrugada de ontem. Não houve feridos. No entanto, ondas de dois metros de altura atingiram o calçadão de Matinhos – no mesmo local destruído pela última ressaca que ocorreu em 6 de maio do ano passado – e dos balneários de Riviera, Flamingo e Praia Mansa. A água também chegou a restaurantes próximos ao calçadão.
A previsão do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) era de que novas ressacas, mais fracas que as de anteontem, surgissem a partir do final da tarde de ontem. Por isso, guarda-vidas orientavam banhistas para não entrarem no mar. O Corpo de Bombeiros também deixou equipes de prontidão, mas os ventos acalmaram e o dia ensolarado amenizou a possibilidade de nova ressaca.
O Simepar havia antecipado a previsão de formação de grandes ondas e ventos de 55 quilômetros por hora para a madrugada de anteontem. ‘‘Por isso, ficamos com equipes de plantão durante toda a noite, mas não houve grandes estragos’’, disse o relações públicas da Operação Verão da Polícia Militar, Renê Muchelin.
Por causa da ressaca de anteontem, um pescador se perdeu no mar e precisou ser resgatado. Uma embarcação da Ultragás, que distribui gás, naufragou. Os três tripulantes foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros. Outros dois surfistas também foram salvos, quando já estavam longe da costa.
Os fenômenos meteorológicos foram consequência de uma massa de ar fria, vinda do Rio Grande do Sul, e de outra massa de ar quente, mais localizada ao norte (na região de Minas Gerais), que provocaram variação climática. ‘‘O choque das duas massas ocorreu na altura da região litorânea, dando origem ao ciclone e sistemas de alta pressão’’, explicou o meteorologista.

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