Curitiba – Com a expectativa de que quase três milhões de pessoas sejam vacinadas, começa no dia 4 de maio o período de vacinação contra a gripe no Paraná. No ano passado, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), foram aplicadas 2.948.000 doses. A campanha vai se prolongar até 22 de maio e o dia "D", com uma grande mobilização, acontecerá em 9 de maio. A Sesa tinha intenção de começar a aplicar as doses antes disso, mas houve um atraso na produção do medicamento pelo Instituto Butantan.
O anúncio do período de vacinação nas unidades de saúde foi feito ontem durante o IV Seminário Estadual sobre Influenza e outras Doenças Respiratórias, realizado pela Sesa na Faculdade de Educação Superior do Paraná (FESP), em Curitiba. O evento reuniu cerca de 300 profissionais de saúde e estudantes de várias cidades paranaenses.
Mesmo antes do inverno começar, a gripe já causou uma morte este ano no Paraná. Um paciente que tinha uma doença crônica não resistiu às complicações da influenza. Em 2014, foram notificados no Estado 227 casos de gripe e 16 mortes em decorrência da doença. Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa, Eliane Schomatas, das 16 vítimas fatais, somente seis tinham recebido a vacina. Ela lembrou ainda que 11 pacientes tinham comorbidade, situação em que a infecção do vírus da gripe se apresenta mais grave quando associada a doenças crônicas.
Como nos anos anteriores, a vacinação nos postos de saúde vai priorizar alguns grupos, como as crianças até cinco anos incompletos, gestantes, profissionais de saúde, pacientes com doenças crônicas e pessoas com mais de 60 anos. A vacina previne contra alguns tipos de vírus, incluindo o H1N1, causador da Gripe A.

TRATAMENTOS

O seminário de ontem esclareceu aos centenas de profissionais de saúde sobre a campanha de vacinação, medicamentos indicados, tratamentos e as formas de prevenção. Eliane Schomatas lembrou que os casos de gripe aumentam conforme as temperaturas começam a cair. Ela lembrou que todos devem fazer a sua parte no sentido de prevenir a transmissão do vírus, adotando hábitos saudáveis, como manter os ambientes ventilados, lavar as mãos com frequência, se possível higienizar as mãos com álcool 70% e, se for tossir, cobrir a boca usando os cotovelos. "É interessante que as pessoas que pertencem aos grupos prioritários procurem rapidamente as unidades de saúde assim que a campanha começar", orientou a superintendente.

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