O governador Jaime Lerner deve anunciar hoje o envio de 70 bombeiros e técnicos da Defesa Civil para auxiliar no combate ao incêndio em Roraima. É aguardado um pedido formal da Defesa Civil Nacional para que, até amanhã, o grupo viaje. Um avião da FAB já está de prontidão para fazer o transporte. O Paraná tem 3.800 bombeiros, dos quais 470 em Curitiba.
O secretário chefe da Casa Militar e coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Luís Antônio Borges Vieira, encontrou-se ontem com o governador para falar sobre a liberação dos bombeiros. Segundo o relações públicas do Corpo de Bombeiros, tenente Manoel Vasco de Figueiredo Junior, esta será a primeira vez que o Paraná prestará auxílio para outro Estado.
O incêndio em Roraima agravou-se há um mês e ameaça todo o Estado e áreas de países vizinhos. Hoje, 721 homens estão na operação. Já participam do combate ao fogo bombeiros de Minas Gerais, da Amazônia, do Distrito Federal, da Argentina e da Venezuela, além da Polícia Militar de Roraima. A Comissão de Combate ao Fogo, em Roraima, diz que precisa ainda de mais 500 homens. A equipe que está trabalhando na região não sabe informar a extensão do fogo, mas diz que a situação está estável. A região mais preocupante é a de Apiaú. A causa do incêndio seriam as queimadas, comuns em Roraima, com o agravante da falta de chuvas desde dezembro.
A operação de combate ao fogo conta também com helicópteros da Argentina e da FAB. Também estão sendo aguardados helicópteros de Minas Gerais. Segundo o tenente Vasco, no Brasil nenhum corpo de bombeiros tem aviões e helicópteros para combater incêndios semelhantes a esse. ‘‘Se o incêndio de Roraima fosse no Paraná, o Estado precisaria da mesma ajuda’’, diz.
Em 1963, um caso semelhante ocorreu no Estado. O Exército prestou socorro no combate ao fogo, que arrasou com boa parte do território paranaense.‘‘Quando se tem helicópteros e aviões, vai-se direto ao foco do incêndio. Mas quando se tem apenas homens, o acesso ao local fica difícil e a demora no combate é maior’’, diz o tenente Vasco. ‘‘Em 1963, a estiagem durou cerca de cinco meses. Foi o Paraná em flagelo.’

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