Curitiba- O Paraná está com mais de 90% de seu território considerado como de ''risco extremo'' para incêndios pela Defesa Civil do Estado. No mapa divulgado pelo órgão, poucos municípios no sul do Estado e no litoral estão em categoria diferente, classificados como de ''risco elevado''. Ontem, em um intervalo de 24 horas, a Defesa Civil foi acionada 98 vezes, em razão de focos de incêndio. A situação pode piorar porque não há previsão de chuvas expressivas.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, tenente Eduardo Pinheiro, desde janeiro até a manhã de terça-feira, o órgão recebeu 9.529 comunicados de incêndio em vegetação. O número é 3% superior aos 9.245 chamados recebidos durante todo o ano passado, que também foi crítico em razão da seca. Os dados do órgão mostram que, desde janeiro, já foram queimados 15,1 mil hectares de vegetação no Estado, a maioria em agosto (10,6 mil ha).
Uma das principais preocupações continuava sendo com o fogo no Parque Estadual do Pico Paraná, na Serra do Mar, de quatro mil hectares, que começou no fim de semana passado. A vegetação rasteira do Morro do Getúlio já foi totalmente consumida. Bombeiros trabalhavam apenas no pé do morro para impedir que o fogo se alastrasse.
Outro grupo tentava controlar incêndio no Morro Caratuva. A parte norte do morro, que tem uma vegetação de cerca de meio metro, já estava queimada. O local é de difícil acesso. Helicópteros ajudavam no transporte de pessoas.
De acordo com Pinheiro, no Parque Nacional do Iguaçu, no oeste do Estado, também havia um foco na tarde de anteontem. O fogo começou em uma plantação de aveia no município de Santa Tereza do Oeste e foi levado pelo vento ao parque. Bombeiros de Cascavel contavam com a ajuda de um helicóptero.
Em Tijucas do Sul, na região metropolitana de Curitiba, os bombeiros apagaram as chamas maiores de uma área de reflorestamento de 300 alqueires. O rescaldo era feito à tarde por funcionários da própria fazenda. A Defesa Civil intensificou os pedidos para que as pessoas evitem o uso de fogo.

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