Paraná enfrenta risco extremo de incêndio
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quinta-feira, 27 de julho de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Corpo de Bombeiros registrou, pelo menos, 132 focos de incêndios no Estado, entre quarta-feira e ontem. O monitoramento por satélite feito pela Defesa Civil mostrava, ontem, toda a área do Paraná em risco extremo de incêndio por causa do tempo seco. A situação mais crítica era a do Parque Nacional do Iguaçu, na região de Céu Azul (51 km a oeste de Cascavel), onde 30 homens com auxílio de dois helicópteros trabalhavam para controlar o fogo.
De acordo com o relações públicas do Corpo de Bombeiros, tenente Carlos Roberto Maciel, ontem, somente em Curitiba e Região Metropolitana foram atendidos 23 chamados de combate a incêndio, a maioria deles, em terrenos baldios. Em Ponta Grossa, houve registro de sete focos de incêndio. Em Maringá e Londrina, foram cinco e três ocorrências, respectivamente.
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos baixou uma portaria proibindo queimadas, mesmo as autorizadas por licenciamento ambiental, em todo o Paraná, sob pena de multa por descumprimento de R$ 1,5 mil por hectare para atividades florestais e de R$ 1 mil para atividades agrícolas.
Com a medida, fica proibido o emprego de fogo em práticas pastoris ou florestais para qualquer finalidade. Atividades silvo-pastoris, de esporte e de lazer que provoquem ou permitam emissão de fagulhas também ficam proibidasnuma área de entorno de dez quilômetros das unidades de conservação federais, estaduais e municipais.
As queimadas controladas só serão permitidas mediante apresentação por parte do interessado dos equipamentos a serem utilizados; do levantamento da área e do material a ser queimado; e de pré-agendamento para a atividade, em data e horário apropriados.
Abastecimento- A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) ganhou novo fôlego para adiar a implantação de racionamento em Curitiba e região metropolitana. Donos de cinco represas particulares, em Piraquara, concordaram em dispor de suas reservas para complementar a vazão dos rios de onde a empresa capta água.
O gerente de Produção da Sanepar, Paulo Raffo, explicou que, quando necessário, cerca de 100 litros de água por segundo serão bombeados para os rios Iraizinho e Piraquara afluentes que contribuem para formação dos rios Iraí e Iguaçu, principais mananciais de abastecimento da Grande Curitiba. A medida visa poupar as barragens da Sanepar no Rio Iraí e Piraquara, que, juntas, estão com apenas 38% de sua capacidade de armazenagem.


