Paraná enfrenta outono com geadas
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quarta-feira, 26 de maio de 2004
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Em pleno outono, uma massa de ar polar que se desloca sobre a Argentina provoca geadas em quase todo o Paraná a partir de hoje. A massa de ar polar, que ingressou ontem no Estado, deve causar geadas fracas no Norte do Estado, mas, nas regiões Sul, Sudoeste, Central e nos Campos Gerais são esperadas geadas fortes, principalmente para a madrugada desta sexta-feira, que deverá registrar as temperaturas mais baixas deste ano. A mínima deverá ser registrada em Palmas e em Guarapuava, onde os termômetros deverão marcar mínimas de 0º amanhã.
Segundo o meterologista Marcelo Brauer, do Instituto Tecnológico Simepar, as temperaturas podem aparentar as mais baixas deste ano devido aos fortes ventos que caracterizam as massas de ar polar. ''Os ventos fazem a sensação térmica parecer mais baixa do que os termômetros marcam'', explica. Segundo Brauer, as massas de ar polar geralmente são antecedidas por frentes frias, caracterizadas por chuvas frequentes e temperaturas um pouco mais elevadas do que as trazidas pelas massas de ar polar, o que explica o tempo bastante úmido registrado do Estado nos últimos dias, principalmente no sul paranaense.
Ontem, a mínima em Curitiba foi de 7º e a máxima de 16º. No Norte, as temperaturas foram um pouco mais elevadas, com mínima de 9º e máxima de 21º em Maringá, e mínima de 10º e máxima de 20º em Londrina. Em Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa, as mínimas foram inferiores à registrada na Capital, 6º. Em Guarapuava, a mínima chegou a 5º.
Hoje, as temperaturas começam a cair em todo o Estado. Estão previstas geadas fracas hoje e amanhã em Curitiba, Cascavel e Foz. Na Capital, deve gear também no sábado. Em Ponta Grossa as geadas deverão ser fortes hoje, moderadas na sexta-feira e fracas no sábado. Já, em Guarapuava, deverá ser forte hoje, amanhã e no sábado. Londrina e Maringá terá geada fraca amanhã. Segundo o Simepar, apenas as regiões de Cornélio Procópio, Santo Antônio da Platina, Carlópolis e Paranaguá não serão atingidas.
O Paraná também não deverá ser atingido pelo novo ciclone extratropical, que se formou no Rio Grande do Sul e está sendo considerado o mais forte desde o ''Catarina'', como ficou conhecido. Segundo Brauer, o novo ciclone também não exerce influência sobre as baixas temperaturas registradas e previstas para o Paraná.
De acordo com o metereologista, o ciclone se formou na região centro-sul do Rio Grande do Sul e avança na direção leste. Desta forma, quando chegar ao Paraná, estará em alto-mar, a uma distância razoável do litoral. Por enquanto, no Rio Grande do Sul, a única orientação é que as embarcações pequenas evitem sair das baías, por causa da agitação do mar. A previsão é de ondas de até seis metros para a região litorânea do extremo sul.


