Paraná é um dos Estados com maior taxa de retorno de migrantes
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
Isabela Vieira <br> Agência Brasil 
Rio - Menos pessoas estão deixando a Região Nordeste com destino ao Sudeste. O fluxo migratório vem caindo no País nos últimos anos, principalmente entre essas regiões. A constatação é de pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo também mostra mais migrantes retornando às regiões de origem.
O maior fluxo de ''volta para casa'' ocorreu entre 1999 e 2004, quando quase a metade dos imigrantes da Paraíba (49,9%), do Ceará (49%) e de Pernambuco (45,9%) era originária desses Estados. Nos cinco anos seguintes, a migração de retorno foi mais expressiva no Rio Grande do Sul (23,98%), em Pernambuco (23,61%), no Paraná (23,44%) e em Minas Gerais (21,62%).
Feita com base nos últimos censos demográficos e nas pesquisas por Amostra de Domicílios, o documento Deslocamentos Populacionais revela que, entre 2004 e 2009, 2 milhões de pessoas migraram no País, número inferior aos 3,3 milhões que se deslocaram entre 1995 e 2000.
A redução reflete diminuição importante do fluxo entre Nordeste e Sudeste. Segundo o IBGE, entre 1995 e 2000, a Região Sudeste recebeu cerca de 960 mil nordestinos. Cinco anos depois, foram cerca de 440 mil. De acordo com Leila Ervatti, uma das autoras da pesquisa, a diminuição desse fluxo migratório pode ser notada desde a década de 90, mas se intensificou nos últimos dez anos por questões econômicas.
''Na época das grandes migrações, tínhamos a explicação da industrialização do Sudeste, que era a área que estava se desenvolvendo economicamente'', disse. ''Hoje, esse desenvolvimento está mais espalhado pelo Brasil, fazendo com que a população, talvez, fique mais retida'', completou.
O estudo também chama a atenção para áreas que não tinham muito fluxo de migrantes no início do ano 2000 e passaram a áreas de rotatividade migratória dez anos depois, como o Distrito Federal. Em 2009, a unidade teve o movimento de entrada e de saída de moradores semelhante. Anteriormente, em 2004, a localidade tinha sido considerada área de baixa evasão populacional.


