Curitiba – As secretarias de Segurança Pública do Paraná e do Rio de Janeiro anunciaram ontem, em Curitiba, o início dos trabalhos para criação de um Centro Integrado de Inteligência na região de fronteira para combater a entrada de armamento pesado e munição, além de drogas e contrabando, coibindo, desta forma, a atuação do crime organizado no País. Conforme adiantaram os secretários Fernando Francischini e José Mariano Beltrame, a ideia é implantar uma estrutura física em Foz do Iguaçu, que será ocupada por forças de segurança dos dois estados (polícias Civil, Militar e Federal).
A parceria foi anunciada mas ainda não há previsão para que os trabalhos comecem. O projeto deve buscar apoio do Governo Federal para que as ações possam ser colocadas em prática. Nas próximas semanas, inclusive, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deve ir até Foz do Iguaçu para participar da entrega de novas viaturas para o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron). Neste evento, o ministro deve ficar a par dos detalhes para a criação do centro de inteligência.
"Para mim o problema de segurança pública no País começa pela fronteira e entendemos que é mais inteligente e racional trabalhar na repressão do tráfico de armas, drogas e munição nos locais de entrada do que efetivamente nos grandes centros", ressaltou Beltrame.
Inicialmente o centro deve funcionar com profissionais do Paraná e do Rio de Janeiro, mas depois os secretários pretendem agregar policiais do Mato Grosso do Sul e de São Paulo. A intenção daqui para frente, conforme Beltrame, é realizar uma reunião por mês para tratar do assunto. "Queremos colocar isso para funcionar num curto prazo porque entendo que fazendo este trabalho não estamos beneficiando o Paraná ou o Rio de Janeiro, mas o País inteiro. Será um intercâmbio das forças de segurança para combater o crime organizado visando este itinerário, do Paraguai até o Rio de Janeiro", afirmou.
"Com este planejamento reconhecemos que o problema de violência no Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, por exemplo, passa pela entrada de armas e drogas na fronteira do Paraná com o Paraguai. Por isso esta iniciativa é tão importante", reforçou Francischini.

Segredo

Apesar de ter conversado com a imprensa, José Mariano Beltrame deixou claro que não pretende falar mais sobre o assunto publicamente. "Aprendi com o tempo que a gente tem que saber diferenciar as pessoas que discursam das pessoas que entregam resultados", finalizou.

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