Paraná e Portugal trocam experiências
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segunda-feira, 27 de março de 2006
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Representantes de organizações não-governamentais (ONGs) do Brasil e de Portugal estiveram ontem à tarde no Fórum Global da Sociedade Civil, evento paralelo à 8 Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8), para discutir trabalhos ligados à conservação de espécies pertencentes a florestas. No Paraná, conforme explicou a bióloga Marília Borgo, da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), restaram apenas 0,8% da floresta original de Araucárias. O dado é de 2001 e foi divulgado pela Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (Fupef).
''Alguns pesquisadores acreditam que tenham restado até 2% da floresta. Mas, de qualquer forma, o índice é muito baixo'', disse. Existente há 21 anos, a SPVS busca, em especial nos últimos 4 anos, estratégias para a conservação das Araucárias. O principal trabalho da ONG se concentra agora em buscar apoio financeiro de empresários para destinar recursos aos proprietários de áreas que tenham Araucárias. ''A maioria destas áreas pertence a pequenos proprietários, que são obrigados a conservarem as Araucárias mas não têm outro tipo de renda'', explicou Borgo.
Em Portugal, a ONG Quercus, que faz trabalho semelhante, tem mais facilidade na hora de captar recursos para áreas que necessitam de conservação. ''As pessoas lá são mais sensíveis ao assunto. Os empresários também colaboram'', disse Samuel Infante, representante da ONG .
Outra diferença está no tamanho das áreas alvo de cuidados especiais. No Paraná, a SPVS trabalha com áreas de 20 a 30 hectares. Em Portugal, a Quercus se concentra em áreas de 1 a 2 hectares. A troca de experiências sobre a conservação das espécies de florestas deverá se intensificar. ''Vamos tentar parcerias entre ONGs do Brasil e empresários de Portugal'', anunciou Infante.


