O número de casos e óbitos por Covid-19 também está em alta em estabelecimentos prisionais e unidades socioeducativas do Brasil. Levantamento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) mostra que no último mês houve um crescimento de 17,6% nas mortes entre pessoas privadas de liberdade e servidores. Desde o início da pandemia foram registrados 334 óbitos causados pelo novo coronavírus.

Até a última sexta-feira (26), 11 detentos haviam morrido por Covid-19 no Paraná. Entre os funcionários das unidades prisionais que contraíram a doença, cinco perderam a vida
Até a última sexta-feira (26), 11 detentos haviam morrido por Covid-19 no Paraná. Entre os funcionários das unidades prisionais que contraíram a doença, cinco perderam a vida | Foto: Celso Felizardo

Os dados mostram que o crescimento registrado é o dobro do identificado no mês anterior, que foi de 8,4%. Nos primeiros 67 dias de 2021, o total de mortes foi 190% superior ao registrado no último bimestre do ano passado.

O sistema prisional brasileiro registra 67.262 casos confirmados da doença. Deste total, 49.946 são de pessoas presas e 17.316 entre funcionários. Já no sistema socioeducativo, 1.716 adolescentes contraíram a infecção, enquanto 5.781 servidores foram contaminados. O número de mortes por Covid-19 nessas instituições é de 41, todas entre funcionários.

Paraná

O Paraná está entre os estados com mais casos e mortes causados pelo novo coronavírus. Entre as pessoas privadas de liberdade, em números absolutos de infecções, o Paraná é o quarto com 3.387 doentes, ficando atrás de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Em relação aos óbitos, o Estado também aparece em quarto lugar, com 11 mortes. Já os servidores confirmados com a doença são 803, além de cinco óbitos.

No sistema socioeducativo, onde estão os adolescentes privados de liberdade, o Paraná registrou 21 casos entre os internos e outros 177 entre funcionários. Não houve registro de mortes no Estado nestas unidades.

Segundo os dados coletados pelos tribunais de justiça dos estados, houve testagem para identificação da Covid-19 em 261.723 pessoas presas e em 67.969 servidores desses. Já em unidades do sistema socioeducativo, a testagem para a detecção da doença foi realizada em 19.581 adolescentes privados de liberdade, além de 23.803 servidores, em estabelecimentos de 23 estados.

O monitoramento da situação da pandemia nos estabelecimentos prisionais é realizado desde junho do ano passado pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ, a partir de dados disponibilizados pelas autoridades locais.

A FOLHA procurou a Sesp (Secretário de Estado da Segurança Pública) do Paraná, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.

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