O Paraná é o grande vilão da devastação da Mata Atlântica. Entre 1995 e 2000, foram desmatados 60.146 hectares de florestas naturais, ou seja, 3,63% dos 1.654.444 hectares existentes em 1995, quando a floresta correspondia a 8,28% da área do Estado. Hoje, a floresta caiu para 7,98% (1.594.298 hectares), ou seja, menos do que o índice médio nacional.
Para piorar a situação, o Paraná tem importância fundamental na preservação da Mata Atlântica. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) só na região Sul a Mata abriga mais de 800 espécies de árvores, fora outros tipos de vegetação pequenas, como ervas e arbustos.
De acordo com a diretora-técnica da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Sílvia Renati Ziller, a Mata Atlântica, na verdade, corresponde a pelo menos sete ecossistemas, entre três de florestas existentes nas encostas dos morros, campos nos topos, mangues, restingas e florestas de planícies.
Pela grande biodiversidade de áreas ainda conservadas, as consequências dos desastres ambientais, registrados nos últimos tempos, como o derramento de óleo em rios da Serra do Mar, são muito graves. A Mata Atlântica tem pelo menos 50 espécies de peixes e o óleo põe em risco toda a fauna aquática. Isso ocorre porque muitos rios, assim como áreas de mangue, servem como berçário de espécies marinhas, abrigando crustáceos e filhotes de peixes que depois vão para o mar. Animais terrestres, que vêm ao rio buscar alimentos, como a lontra, alguns mamíferos, aves e insetos também são afetados por acidentes ambientais. (Maigue Gueths)

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