Curitiba - O Ministério da Justiça e o Instituto Sangari lançaram ontem o Mapa da Violência 2011, com base em números de 2006 a 2008. O documento mostra que de 1998 a 2008, o número de homicídios saltou de 41.950, para 50.113. O aumento foi maior do que o crescimento populacional nesse mesmo período. A população cresceu 17,2%, enquanto que os assassinatos, 17,8%. Outro destaque fica para o aumento de mortes de jovens com idades entre 15 e 24 anos e da interiorização da criminalidade no País. O Paraná está em 9º lugar nos índices gerais.
O documento revela que 39,7% das mortes de jovens no Brasil estão relacionadas a homicídios. Em alguns Estados, esse número chega a mais da metade. Outro registro alarmante é que 19,3% das mortes dos jovens ocorreram por causa de acidentes de trânsito. Os suicídios vêm em menor número, com 3,9%. Na soma total, essas três causas chegam a 62,8% das mortes dos jovens no País.
Foz do Iguaçu, que no Mapa da Violência de 2010 ocupou a primeira colocação nos números de homicídios envolvendo jovens, este ano está em 15º lugar. Segundo o secretário de Segurança Pública Municipal da cidade, Adão Luiz Almeida, essa mudança ocorreu graças aos projetos de ação social, educação e envolvimento direto com a comunidade no que diz respeito à segurança.
Dez municípios paranaenses estão entre as cem com maior índice de homicídios no Brasil, envolvendo todas as idades (ver infográfico). A situação mais preocupante é registrada em Campina Grande do Sul, que ocupa o terceiro lugar no Brasil. Em nota, o prefeito da cidade, Luiz Assunção, disse que a violência assola toda a região metropolitana da capital, que o município está localizado às margens da BR 116 e, que, por conta disso, há muita desova de corpos de pessoas assassinadas em outras localidades. Ele também reclamou que a estrutura da segurança da cidade precisa melhorar, porque só conta com uma viatura e dois policiais por turno, para uma população de mais de 36 mil habitantes.
Londrina, que no Mapa da Violência apresentado no ano passado estava em 250º no índice de taxas de homicídio de jovens de 15 a 24 anos, não aparece na listagem deste ano. Isso ocorre porque, desta vez, foram publicados apenas os cem primeiros nomes. A única vez que Londrina apareceu no documento de 2011 é na lista de localidades onde mais ocorrem suicídios, ocupando o 98º.
A reportagem procurou a Secretaria de Estado da Segurança Pública e o Ministério da Justiça para comentar a pesquisa, mas não obteve retorno.

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