Paraná é o 2o em mortalidade por gripe A
Curitiba - O Paraná tem a segunda maior taxa de mortalidade por gripe A (H1N1) do Brasil, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde (MS). O dado foi consolidado quando Estado tinha apenas 42 mortes confirmadas pela doença. No Paraná, a taxa de mortalidade estaria em 0,39 por 100 mil habitantes, atrás apenas do Rio Grande do Sul, com 0,40. Os números dos dois estados estão bem acima da média nacional que é de 0,09.
Os dados são referentes ao período de 25 de abril a 8 de agosto, seguindo informações das secretarias estaduais de saúde. Em comparação com outros países, o Brasil ocupa o quinto lugar, atrás de Argentina, Chile, Canadá e Estados Unidos.
Segundo o boletim, 55,2% dos pacientes que morreram por complicações da nova gripe tinham algum fator de risco e 58,8% dos casos que evoluiram para cura não tinham nenhum fator de risco. O Paraná teria notificado 3.491 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no período, sendo 8% em função da nova gripe.
O MS informou ainda que, desde 25 de abril, já foram distribuídos cerca de 400 mil tratamentos Tamiflu para os estados. Outros 800 mil, comprados do laboratório Roche, chegam até o fim de agosto.
Novas mortes
Mais 19 mortes por gripe A foram confirmadas no Paraná, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), ontem. Com essas, o Estado chega a 58 óbitos por complicações da doença de um total de 1.148 casos confirmados laboratorialmente. As Regionais de Saúde com maior número de vítimas fatais pela nova gripe são Curitiba (32) e Maringá (5).
As regionais de Cianorte, Toledo, Pato Branco, Apucarana, Cascavel tiveram as primeiras mortes confirmadas. Do total de vítimas no Estado pela nova gripe, 32 são adultos jovens (entre 20 e 40 anos), 19 são adultos (41 aos 65 anos), 6 crianças (0 a 19 anos) e no dia 7 de agosto morreu o primeiro idoso (acima de 66 anos) por complicações da doença. As novas mortes confirmadas ocorreram entre os dias 25 de julho e 10 de agosto, sendo que, no dia 5 de agosto, sete pessoas morreram de gripe A.
No penúltimo boletim, divulgado na segunda-feira pela Sesa, 1 mil pacientes aguardavam resultado do exame que confirma a contaminação pela gripe A. Dois dias depois, eram 2.315 amostras aguardando análise. O protocolo do Paraná estabelece que apenas os casos de óbitos e internamentos fazem coleta para análise laboratorial. Mas a assessoria de imprensa informou que também são feitas coletas em caso de surto ou nos municípios que ainda não tinham casos confirmados, para estudo epidemiológico da doença. Já foram descartados 1.537 casos.
A Sesa divulgou também, ontem, que de janeiro a julho deste ano 1.219 pessoas morreram no Paraná por complicações de gripe ou pneumonia. Durante todo o ano passado, foram 2.396 óbitos. Somente no mês de julho, já teriam sido contabilizados 128 mortes por influenza ou pneumonia. Os dados são preliminares e a secretaria não soube informar se já contabilizam todas as mortes por gripe A, mas confirmou que as primeiras mortes confirmadas já foram adicionadas aos dados. No mês de julho de 2008, sem a pandemia da nova gripe, 268 paranaenses morreram por doenças respiratórias.





