Paraná é 7º colocado no ranking brasileiro
O funcionário das Cataratas do Iguaçu S.A., concessionária responsável pela revitalização do Parque Nacional do Iguaçu, Sanny Anderson Nascimento Davilla, 20 anos, faz parte do universo de trabalhadores que encontrou no turismo a oportunidade de trabalho. Depois de trabalhar como mensageiro em vários hotéis da fronteira, ele conseguiu se estabelecer como vendedor de souvenir. Sempre trabalhei na área, pois gosto muito de conversar com gente nova, de outros países, diz o jovem, destacando sua fluência nos idiomas inglês e espanhol.
O salário do vendedor, de R$ 550,00, está um pouco baixo da remuneração média dos agentes de setor no estado (R$ 695,80 equivalente a cinco salários mínimos). É um bom salário. Com ele consigo pagar os estudos e eus cursos de francês e informática, diz Sanny, feliz por ter um emprego com carteira assinada (uma constante dificuldade dos trabalhadores em turismo, que muitas vezes são obrigados a prestar serviços na informalidade).
O Paraná ocupa a sétima colocação no ranking dos estados em números de empregados formais e informais no País, com 4,2% do total, resultando numa pequena queda de sua representativade nacional em relação a 1992, quando o índice era de 4,5%. De acordo com a pesquisa, o Brasil passou de 3,5 milhões, em 1992, para 4,4 milhões, em 1999. As agências de viagens foram as principais responsáveis pelo crescimento.
O levantamento do Instituto de Hospitalidade, com sede em Salvador (BA), foi realizado com dados coletados no Ministério do Trabalho, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), Associação Brasileira de Indústria Hoteleira (ABIH), Embratur, além de universidades. A Paranatur não dispõe de números referentes a esse tipo de mercado.
AlimentaçãoOs bares e restaurantes são estabelecimentos ligados ao turismo que mais empregam pessoas no Paraná. Os dois, juntos, representam 50,7% da mão-de-obra empregada no estado, revela a pesquisa do Instituto de Hospitalidade em conjunto com Sebrae.
O estudo traz na segunda colocação os serviços de transporte (31,4%), seguido das empresas que oferecem lazer (7,9%), hotéis e pousadas (6,7%) e agências de turismo (3,3%). Essas porcentagens, entretanto, divergem conforme o tipo de turismo específico de cada cidade.
Foz do Iguaçu, por exemplo, tem nos 121 hotéis e hospedarias existentes na cidade sua maior fonte de geração de empregos dentro do ramo, abrigando 57% dos funcionários em turismo, enquanto Curitiba tem nos bares e restaurantes 52,1% desta fatia (AP). (A.P.)





