Curitiba - O Paraná ocupa a terceira colocação no ranking de Estados com mais ataques e assaltos a caixas eletrônicos e agências bancárias registrados em 2012. O aumento do número de casos foi de 118% no ano passado em relação a 2011, saltando de 98 ocorrências para 214. Os dados foram divulgados ontem pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Além do terceiro lugar em nível nacional, o Paraná lidera o número de casos na Região Sul. O Estado tem mais ocorrências que Santa Catarina (145) e Rio Grande do Sul (160). Os casos em território parananense representam 41% do total de ocorrências do Sul.
Em todo o País foram 2.530 ocorrências – 57% maior do que em 2011, quando foram registrados 1.612 casos.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Otávio Dias, reclama da falta de investimentos por parte dos bancos. "Um monitoramento melhor em tempo real ajudaria a polícia. Não falamos somente da segurança dos funcionários, mas de toda a sociedade."
Dias reclama que um dos problemas é a "irresponsabilidade de bancos que abrem agências sem segurança em pequenas cidades do interior que, sem policiamento, ficam reféns dos criminosos".
O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana, João Soares, chama a atenção para os ataques a caixas eletrônicos. Segundo ele, as ocorrências cresceram por conta da falta de regulamentação sobre os locais que podem receber os equipamentos.

Medidas
O delegado da Divisão Policial do Interior, Julio Reis, alega que a atuação dos investigadores, inclusive em cidades menores, tem se intensificado. "A gente percebe que os criminosos escolhem cidades pequenas pensando que não serão descobertos, mas os trabalhos mostram o contrário." Reis cita que no dia 6 de abril seis suspeitos foram presos na região de Maringá acusados por arrombamentos.
Além do policiamento, desde 2012 o Ministério Público do Paraná (MPPR) tenta firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com as instituições financeiras para evitar novos ataques. No entanto, segundo o MPPR, faltam algumas reuniões com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para firmar o termo.
Em nota, a Febraban apresentou outros números. Segundo a entidade, os assaltos caíram 56% entre 2002 e 2012 e as instituições financeiras mantêm investimentos em segurança, que, no mesmo período, "subiram de R$ 3 bilhões para R$ 8,3 bilhões".

Imagem ilustrativa da imagem Paraná é 3º em ataques a bancos
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