Curitiba-O Paraná está bem posicionado quanto o assunto é tecnologia. Essa é a avaliação do secretário para Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, Rodrigo Sobral Sollemberg. Ele participou ontem em Curitiba de palestras que reuniram ontem, no campus do Jardim Botânico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), representantes do segmento de Ciência e Tecnologia estadual e nacional.
O Estado destina 2% da receita tributária para a composição do Fundo Paraná, administrado pela Secretaria de Estado, que tem como objetivo fomentar a pesquisa e o desenvolvimento em ciência, tecnologia e inovação. ''O Paraná foi o estado brasileiro que teve o maior número de projetos apresentados e a maior captação de recursos no segmento alimentar'', disse o Sollemberg. ''Pretendemos aumentar a verba destinada ao apoio a centros e museus tecnológicos. Já foram liberados R$ 4 milhões, nacionalmente, e deverão ser liberados mais cerca de R$ 1,3 milhão para nove projetos a serem selecionados'', declarou.
De acordo com o presidente do Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar), Mariano de Matos Macedo, e o coordenador de Ciência e Tecnologia da secretaria estadual, Ricardo Costa de Oliveira, o Paraná cresce tecnologicamente com rapidez e consistência. Somente no ano passado, foram investidos R$ 48,2 milhões na área de pesquisa em ciência e tecnologia.
As áreas prioritárias selecionadas foram: tecnologia de ponta (da informação e comunicação, biotecnologia e novos materiais), tecnologias sociais, tecnologias para o agronegócio, tecnologias de apoio às pequenas e médias empresas, reequipamentos das universidades públicas, tecnologias para a saúde, tecnologias para a pesca e estudos básicos para a identificação de gargalos e de serviços tecnológicos no Paraná. Neste ano, a prioridade também deverá ser para essas áreas.
O presidente do Tecpar destacou ações do instituto que desenvolve tecnologias eficazes e de baixo custo para melhorar o desempenho de pequenos negócios. Um dos projetos disponibilizou a carrinheiros pequenas prensas que facilitam o trabalho com materiais recicláveis, aumenta o acesso desses trabalhadores aos recursos tecnológicos e agrega valor ao trabalho, uma vez que são prensas de baixo custo. ''O Paraná é, com certeza, um bom exemplo. As tarifas sociais, a agricultura familiar, a isenção de ICMS para pequenas e médias empresas, também são exemplos de inclusão social'', destacou Mariano Macedo.

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