Curitiba - O Paraná já contabiliza 25 mortes em decorrência da gripe A (H1N1). E o número de confirmações da doença passou de 180, na última terça-feira, para 601, divulgados ontem pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Ao todo 1.914 exames já foram processados, metade do total já coletado no Estado. A Sesa divulgou também, ontem, os novos critérios para realização de exames da nova gripe. Outros 1.915 exames aguardam resultado.
Poucos detalhes sobre as 21 novas mortes foram divulgados, mas o secretário afirmou que grande parte se tratava de adultos jovens. Foram 19 na regional de Curitiba, duas na de Ponta Grossa, duas na de Jacarezinho, uma em Londrina e uma em Foz do Iguaçu. Uma das mortes ocorreu ontem. A Sesa prometeu informar hoje a faixa etária das vítimas. Seis óbitos suspeitos da doença foram descartados e outros quatro já haviam sido confirmados no último boletim.
Segundo o secretário de Sa© úde, Gilberto Martin, os novos dados já eram esperados e mostra, inclusive, que a doença tem se comportado melhor por aqui do que em outros estados ou países com clima semelhante ao paranaense. ''É bom frisar que 98% das pessoas que contraem o vírus da gripe A têm evolução benigna e, grande parte, assintomática. Estamos vivendo um episódio de gripe que aconteceria independente da nova gripe. A diferença agora é que não conhecemos o comportamento do vírus e ainda não sabemos todos os seus desdobramentos'', explica.
Dos óbitos, 19 foram confirmados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) e seis pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. De acordo com Martin, a decisão de divulgar as mortes analisadas pelo Lacen antes de serem validadas pelo Ministério da Sa© úde partiu de um ''acordo informal'' com o ministro José Gomes Temporão, a fim de ''manter a política de transparência da secretaria'' e para que todos trabalhem com o número de óbitos real.
A Sesa mudou o procedimento para a coleta de material do exame. A partir de agora, serão submetidos os casos de óbitos, internados em unidades de terapia intensiva (UTI) ou em leito hospitalar. O restante será avaliado por amostragem nas regiões no intuito de conhecer a circulação do vírus.
Martin reiterou que ainda não vê necessidade em fechar estabelecimentos, como shoppings e comércios, ou interromper atividades em função da gripe A.

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