Paraná concentra 60% dos casos de gripe A
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Mais de 3 mil paranaenses já tiveram a contaminação pelo vírus da gripe A (H1N1) confirmada em laboratório, representando quase 60% do total de casos confirmados no Brasil. Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgadas, ontem, 170 pessoas já morreram por complicações da doença no Estado. Outros 1.583 casos foram descartados.
De acordo com a assessoria de imprensa da Sesa, o motivo de o Paraná ter a maior parte dos casos confirmados no país é o fato de o Laboratório Central do Estado (Lacen) ter zerado as amostras represadas para análise. Os outros estados brasileiros dependem de poucos laboratórios para processar os exames, sendo que somente o Laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concentra amostras de oito estados e não divulga quantas ainda aguardam resultados.
Das 3.073 confirmações, 178 são de gestantes. Quase um terço de todos os casos estão na regional de Curitiba, que registrou 37% dos óbitos no Estado. A região de Foz de Iguaçu teve 15 mortes pela doença, enquanto Cascavel que concentra segundo maio número de casos (327) teve 14. A 17ªRegional de Saúde, que abrange Londrina, já teve nove vítimas fatais pela nova gripe. Pelo menos 199 pessoas já tiveram seus exames confirmados. Apenas a região de Umuarama não registrou óbitos.
Quanto à data dos óbitos, os últimos divulgados no boletim aconteceram na segunda-feira (24). Desde o dia 17 de agosto, o número de mortes por dia no Paraná tem se mantido de duas a quatro, sendo que o pico foi de 11 óbitos nos dias 5 e 10 de agosto.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde (MS), 5.206 casos da nova gripe foram confirmados laboratorialmente. No entanto, no boletim epidemiológico divulgado ontem, o MS salientou a tendência de diminuição de casos em todo o país, mas diz não ser possível concluir se a tendência é definitiva. A taxa de mortalidade no Paraná, considerada pelo ministério, passou a 1,41 por 100 mil habitantes. A taxa no Brasil é de 0,29 por 100 mil.
O ministério decidiu enviar ao Congresso Nacional uma medida provisória para liberação de crédito suplementar de R$ 2,1 bilhões para o enfrentamento da pandemia. O recurso será utilizado para aquisição de 73 milhões de doses da vacina contra a nova gripe, compra de 11,2 milhões de tratamentos, equipamentos para hospitalização, material de diagnóstico, aumento de leitos de UTI e capacitação dos profissionais de saúde.
A Sesa informa que pessoas com asma, bronquite, diabetes, entre outras, possuem maior facilidade de apresentar complicações em caso de contágio pelo vírus. Por esse motivo, para o chamado grupo de risco é importante manter a doença crônica controlada e reforçar os cuidados gerais de prevenção da nova gripe.


