Paraná anuncia mutirão para cirurgias eletivas
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Adriana De Cunto <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná pretende reduzir significativamente a fila de espera por cirurgias eletivas realizando, da segunda quinzena de setembro até dezembro de 2012, entre 25 mil e 30 mil operações e procedimentos. O secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto, explicou à FOLHA que a verba total de R$ 42 milhões para esse mutirão virá do Fundo Nacional de Saúde, mediante os projetos apresentados pela Secretaria. Somente em Londrina, conforme publicou a FOLHA no último dia 18, 16 mil pessoas esperam por um procedimento cirúrgico de caráter não emergencial. A Promotoria de Defesa da Saúde Pública ameaça processar o Município se não for dada uma solução concreta à espera.
Caputo Neto acredita que a atual fila de espera tem cerca de 40 mil nomes, sendo que algumas pessoas aguardam há aproximadamente três anos pelo procedimento. O secretário acredita que entre 20% e 30% das pessoas inscritas cansaram de esperar e conseguiram arrumar outra solução para o problema, arcando com os custos da cirurgia ou por meio de planos de saúde.
Serão contemplados nesse mutirão 88 tipos de procedimentos e cirurgias, como operações para adenóide, amídala, varize, hérnia, ortopédicas, laqueaduras, oftalmológicas, entre outras.
Do total da verba do Fundo Nacional de Saúde, R$ 12 milhões estão previstos para serem repassados este ano e o restante em 2012. ''Nós vamos reduzir drasticamente a fila de espera pela cirurgia eletista'', garantiu o secretário.
O início da campanha está marcado para a segunda quinzena de setembro justamente porque detalhes serão acertados no dia 14 de setembro, em Cascavel, durante o Congresso dos Secretários Municipais de Saúde do Paraná. Nessa reunião serão distribuídos os valores para o pagamento dos procedimentos dependendo da necessidade de cada região.
Essa campanha pela dimuição da fila de espera envolve também acertos técnicos como o descredenciamento de prestadores de serviço que pouco produzem para o Sistema Único de Saúde (SUS) e credenciamento de novos profissionais. ''Vamos descredenciar um prestador que só fez uma cirurgia em vários meses e vamos credenciar outro que se comprometeu em realizar 40 cirurgias por mês'', comentou o secretário. A campanha é nacional e todos os Estados participaram apresentando projetos ao Fundo Nacional de Saúde.


