Curitiba - O Laboratório de Genética Molecular Forense do Instituto de Criminalística do Paraná está ajudando a Justiça do Paraguai a identificar 13 vítimas do incêndio, que aconteceu em um supermercado de Assunção, em agosto do ano passado. Os corpos completamente carbonizados não foram reconhecidos pelos familiares, nem pela polícia local. Por conta disso, o governo paraguaio pediu apoio ao Brasil para fazer a identificação, após confusões feitas por famílias, que reconheceram e enterraram erroneamente restos mortais de outras pessoas.
Há um mês, cerca de 200 amostras de ossos das vítimas e de sangue de seus supostos familiares foram encaminhadas para Brasília (DF). De lá, foram também distribuídas entre os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Alguns dos casos mais complexos foram enviados para o Instituto de Criminalística de Curitiba, que dispõe de avançada tecnologia para o reconhecimento de DNA a mesma utilizada pela polícia federal dos Estados Unidos (FBI).
O laboratório paranaense recebeu 45 amostras de sangue de possíveis familiares das vítimas. Um equipamento chamado ''moinho crimogênico'' transforma ossos e dentes em pó e os mantém a uma temperatura de 187ºC abaixo de zero. Com o uso de laser é extraído o DNA do material, que é decodificado com o auxílio de softwares específicos. Essas informações são cruzadas com o DNA das amostras de sangue.
Cerca de 400 pessoas morreram e perto de 500 ficaram feridas no incêndio no supermercado paraguaio. O fogo começou na chaminé da padaria do supermercado e rapidamente alastrou-se pelo salão de compras, atingindo também o estacionamento que ficava no subsolo. O dono do supermercado e outras três pessoas foram indiciados por homicídio doloso. As portas do estabelecimento teriam sido fechadas, quando o incêndio começou, para evitar saques.

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