Curitiba - O Paraná aderiu ontem o sistema nacional de cadastro único da área de segurança pública, o chamado Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). A intenção é unir dados das polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar de todos os estados brasileiros e formar comitês estaduais de discussão com os diversos organismos de segurança pública para elaboração de metas para combater o crime organizado. ''Vamos montar a melhor estratégia de combate ao crime, com um sistema de inteligência e informação'', afirmou o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.
Os comitês e os governos estaduais vão elaborar projetos de ação para o combate ao crime. Os projetos serão analisados pelo governo federal, que encaminhará solução através da destinação de recursos. ''Não sabemos ainda sobre valores. Isto vai depender dos projetos que forem elaborados'', disse o ministro.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, disse que o projeto paranaense está pronto e será remetido na semana que vem para o Ministério da Justiça. Ele não quis adiantar o teor do projeto, que terá as principais diretrizes do Estado para a área de segurança pública. ''Posso adiantar apenas que teremos recursos e projetos essenciais para o desenvolvimento da tecnologia, da polícia científica e da polícia investigativa'', destacou Delazari.
Bastos já percorreu quase todos os estados brasileiros. Faltam integrar o sistema do cadastro único de segurança os estados do Maranhão e Pernambuco. Ainda ontem, o ministro recebeu das mãos do governador Roberto Requião (PMDB) um pedido de extensão da anistia aos quatro estudantes que foram expulsos do ITA em 1966 por crime político. A expulsão teria levado em conta o fato deles terem indicado para patrono da turma o professor Alceu Moreira Lima, um pensador católico que era contrário ao regime militar. Entre eles, está o paranaense Luiz Esmanhoto.

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