Paraná adere ao acordo do setor automotivo
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 1999
Por Mônica Kaseker 
São Paulo, 11 (AE) - O Paraná vai aderir ao acordo que prevê redução de IPI e ICMS na indústria automotiva. Os secretários de Estado da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio do Paraná pretendem assinar a adesão amanhã, em São Paulo. O secretário do Planejamento, Miguel Salomão, disse que o Estado, considerado o segundo pólo automotivo do País, não se opõe às reivindicações de São Paulo, para quem as medidas terão maior impacto. "Nossas fábricas são recém inauguradas, estão no início da produção. Mas estas medidas são importantes para ajudar o País a sair deste momento difícil", disse.
O acordo foi considerado satisfatório, segundo Salomão, porque o Paraná ainda é mais contribuinte do que arrecadador de ICMS, já que a maioria dos carros são comprados em outros Estados. As montadoras instaladas no Estado só entram no mercado a partir de abril. A redução dos impostos, segundo ele, é importante para estimular o consumo, manter empregos e compensar os custos de produção gerados pelas altas taxas de juros e câmbio. "Este acordo é um remendo, assim como o último pacote e a CPMF. Precisamos de uma reforma tributária urgente", afirmou.
A dúvida inicial do governo do Paraná era sobre a redução de apenas 10% no IPI dos carros de porte médio. Isso deixaria a alíquota ainda muito alta, no patamar de 22,5%. Como o acordo acabou fechando na redução para 17%, o Estado o considerou mais vantajoso. É que as montadoras instaladas no Paraná (Audi, Chrysler e Renault) vão produzir carros de porte médio, a partir de 1.600 cilindradas. Segundo Salomão, a redução maior do IPI dos carros médios foi conseguida através de uma mobilização de lideranças do Estado na última quarta-feira, por telefone, já que o governo do Paraná não participava da reunião em São Paulo.
Outra modificação favorável à indústria automotiva paranaense foi a extensão do IPI reduzido também aos carros importados - respeitando os acordos firmados pelo País com o Mercosul e a Organização Mundial de Comércio (OMC). A medida contempla as montadoras do Paraná que importam veículos.


