Paraná abriga 38 mil estrangeiros
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sexta-feira, 01 de outubro de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O levantamento mais recente do Ministério da Justiça, de abril deste ano, aponta que 821.953 estrangeiros vivem em situação legal no Brasil. O Paraná concentra cerca de 4,6% desse total, abrigando 38.189 imigrantes e naturalizados. Quase metade da população de estrangeiros no Estado (49,41%) é de nacionalidade japonesa (6.808), portuguesa (4.365), libanesa (2.997), paquistanesa (2.440) e chinesa (2.440). São Paulo e Rio de Janeiro são os estados que mais concentram estrangeiros.
Comparado ao Censo de 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de estrangeiros no País cresceu 20,31%. Já no Paraná, houve descréscimo de 23%. Os estrangeiros em terras paranaenses, até 2000, totalizavam 49.652. Desse total, mais de 20,5 mil se naturalizaram brasileiros. Os japoneses somavam 7.994, os portugueses 6.036, os libaneses 3.368 e os chineses 653 (único que cresceu). Os paquistaneses não figuravam entre as principais nacionalidades de estrangeiros no Estado.
Tanto no Brasil como no Paraná, a população masculina de estrangeiros está em maior número. São 320,6 mil homens contra 284,7 mil mulheres no País e 26,7 mil homens contra 22,7 mil mulheres no Estado. Um dado curioso é que, no Paraná, a maior parte, tanto de estrangeiros como de imigrantes naturalizados brasileiros, encontra-se na faixa dos 70 anos de idade ou mais.
A designer de moda de origem húngara, Vera Laufer, não revela a idade. ''Nunca pergunte a uma húngara quantos anos ela tem'', brinca. Mas, já está no Brasil há 48 anos e há, pelo menos, 25 anos naturalizou-se brasileira. Metade do tempo em que está no Brasil morou em São Paulo e a outra metade em Curitiba, com passagens por Paris e Londres, levada pela profissão.
Vera, que já rodou o mundo inteiro com exceção da Índia e Japão não troca o Brasil por nenhum outro País. ''Não tem lugar no mundo como o Rio de Janeiro, Salvador, Maceió e Foz do Iguaçu. Já visitei as Cataratas (do Iguaçu) umas dez vezes e cada vez que vejo fico sem palavra para descrever aquela beleza'', contou. Para ela, os brasileiros dão pouco valor às maravilhas do País, ''mas é um povo maravilhoso, que recebe muito bem os estrangeiros.''
Do país de origem, de onde saiu aos 11 anos, Vera só carrega o sotaque. ''O país da gente é onde estão os amigos'', disse ela.


