Paralisada obra de viaduto
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quinta-feira, 13 de março de 2014
Rodrigo Batista<br>Equipe Bonde 
Curitiba - Três partes da obra do viaduto estaiado de Curitiba, uma das obras de mobilidade para a Copa do Mundo, foram interrompidas na quarta-feira por determinação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O problema apontado pelo órgão é a falta de segurança para os trabalhadores.
A interdição atinge um equipamento, mais especificamente um andaime, e dois setores da obra foram embargados: escavações para instalar tubulações e construção de um poço de visita.
Segundo o chefe da seção de inspeção do trabalho da Superintendência do Trabalho no Paraná, Elias Martins, no caso das escavações e do poço de visita, os funcionários corriam risco de soterramento.
"Eles [operários] não tinham a devida proteção e, com a chuva, o risco de soterramento com possível deslizamento de terra era maior", explicou. O andaime interditado também oferecia risco de acidente.
Martins afirma que, apesar da interdição, a fiscalização prossegue. Ele acrescenta que o consórcio responsável pela obra, formado pelas empreiteiras CR Almeida e J. Malucelli, recebeu as recomendações para melhorar a segurança dos trabalhadores.
A assessoria de imprensa dos consórcios informou que as paralisações representam uma porcentagem muito pequena em relação ao todo da obra. Segundo os consórcios, uma vistoria do MTE deve ser realizada hoje.
De acordo com a Prefeitura de Curitiba, 92% do viaduto estaiado estão finalizados. A previsão é que a entrega do viaduto ocorra em um prazo de 20 a 30 dias.


