Paralisação tem maior adesão em Curitiba
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terça-feira, 23 de julho de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Médicos paranaenses cruzaram os braços ontem, seguindo o calendário de paralisações programado pelas entidades nacionais da categoria. A maior adesão foi registrada em Curitiba, onde o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um dos maiores do Estado, com cerca de 1,3 mil consultas eletivas por dia, teve que remarcar 55% dos procedimentos. Os atendimentos de urgência e emergência seguiram normalmente.
No período da tarde, profissionais e estudantes de medicina organizaram um ato público no centro da capital. A mobilização foi decidida durante a assembleia geral realizada na noite de segunda-feira, na sede da Associação Médica do Paraná (AMP).
De acordo com a AMP, em todo o Paraná, cerca de 600 profissionais participaram dos protestos de ontem. E, Maringá, Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu, a expectativa é de que a mobilização seja mais intensa nos dias 30 e 31 de julho, outras datas programadas para a paralisação nacional. Mobilizações foram registradas em outros 14 Estados, além do Distrito Federal. A categoria pede a derrubada dos vetos à regulamentação das competências médicas (Lei do Ato Médico)e da Medida Provisória (MP) 62, que institui o programa Mais Médicos, além de mais investimentos na área.
O Ministério da Saúde informou ontem que o programa Mais Médicos registrou 154 municípios paranaenses inscritos até segunda-feira. Entre os 35 municípios considerados prioritários, 22 já aderiram. Em todo o País, o programa registrou 1.874 municípios inscritos até o momento. As inscrições seguem abertas até amanhã.


