Paralisação prejudica rotina de moradores
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sexta-feira, 11 de julho de 2008
Fernanda Borges<BR>Reportagem Local 
Londrina- A greve dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que se mantém desde o dia 1º de julho, está prejudicando a rotina dos moradores da Zona Sul e Oeste de Londrina. As duas regiões são atendidas no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Londrina, situada na Avenida Arthur Thomas (Jardim Bandeirantes), onde concentra-se a maior parte dos funcionários que aderiram a greve.
O morador da Rua Natal Cereda, localizada no Jardim Neman Sahyun (Zona Sul), Manoel Gonçalves, disse que há pelo menos duas semanas sente falta das correspondências. ''O problema maior são as contas mesmo, que vencem logo no início do mês e não estamos recebendo nada. Depois vai dar um trabalhão a gente ter que ir atrás de retirar a segunda via de tudo'', comentou o construtor.
Os moradores afirmam que já não vêem carteiros circulando pelas ruas do bairro há vários dias. O aposentado Toyoaki Watanabe, comentou que a família está preocupada com o atraso das cartas porque não têm o habito de atrasarem o pagamento das contas. ''Nós estavamos tranquilos porque as contas vencem no dia 10 e estavamos achando que a greve acabaria antes disso, mas pelo jeito o nengócio se estendeu'', disse.
No Jardim Tókio (Zona Oeste), o comerciante Marcos Moraes, que atua com uma tapeçaria, disse que está tendo dificuldade em terminar alguns pedidos porque existem materiais que foram comprados em São Paulo e, por conta da greve, estão atrasados. ''Não estamos recebendo nenhuma encomenda há mais de uma semana já. Fica bastante complicado pra gente'', reclamou.
O gerente do Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Londrina, Antônio Gonçalves Ribeiro, explicou que até ontem, cerca de 180 mil cartas permaneciam paradas e só devem chegar em seus destinos na medida que os trabalhadores forem voltando ao trabalho. ''Dos 342 funcionários que fazem parte do setor de tratamento e distribuição, áreas ligadas diretamente a pauta de negociação do sindicato, estamos com 65 funcionários parados só em Londrina. Com certeza isso ocasiona um atraso porque trabalhamos no limite e quando há a falta de um carteiro por exemplo, o trecho que ele percorre permacene sem ser atendido'', disse.


