Paralisação no INSS é intensificada
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quarta-feira, 18 de julho de 2001
Israel ReinsteinDe Curitiba 
Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Paraná conseguiram fechar ontem mais uma agência, no segundo dia de paralisação nacional. O movimento, que termina hoje, interrompeu as atividades da unidade de Foz do Iguaçu e o atendimento em Curitiba e Londrina. A previsão da categoria é que até o fim da tarde de hoje cerca de 6 mil pessoas deixem de se atendidas.
Segundo a superintendência regional do instituto, nas cidades paralisadas foram atendidos apenas os segurados que iam passar por perícia médica ou mulheres grávidas. Os demais devem voltar amanhã às agências ou acessar à internet (www.previdenciasocial.gov.br).
Mesmo sendo o segundo dia de paralisação, muitas pessoas foram surpreendidas pela paralisação. Às 6 horas, filas haviam se formado nas principais agências de Curitiba. Pessoas como o desempregado Juarez de Oliveira perderam a viagem. Faltava um carimbo do INSS para dar baixa no meu seguro desemprego, disse. Agora, ele afirmou que vai perder outro dia, que poderia ser usado para conseguir um trabalho.
Eu perdi meu dia, reclamou uma aposentada de Maringá, que preferiu não se identificar. A mulher de 82 anos disse que veio para Curitiba para resolver um problema na sua aposentadoria e também na pensão. Não tenho fôlego para ficar nesse vai-e-vem, queixou-se.
Segundo o secretário de Organização do Sindiprev, Hélio de Jesus, existe a possibilidade de reposição dos dias parados. Mas antes é preciso que se abra o diálogo entre a categoria o governo federal. Uma reunião nesse sentido aconteceu ontem, em Brasília. Agora, as comissões estaduais devem se reunir para deliberar se vão marcar uma nova paralisação.
Os trabalhadores cruzaram os braços porque estão sem reajuste de salário há sete anos, com uma defasagem calculada em 75,43%. Além disso, eles pedem a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), que elevaria os salários em 47,11%. Também querem a Gratificação de Atividade Executadas (GAE). A direção nacional do INSS quer suspender o benefício e implantar outro sistema. Se essa pratica efetivar, o Sindiprev calcula que o salário de um atendente, cairia de R$ 900,00 para R$ 420,00.


