Paralisação dos professores federais completa 90 dias
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) prometeram intensificar a paralisação que já passou dos 90 dias. A decisão foi anunciada após a assembleia realizada ontem pela manhã, na Capital, pela Associação dos Professores da UFPR (APUFPR).
Conforme a categoria, nenhum profissional cogitou o retorno às atividades, mesmo com o governo divulgando que a negociação com os docentes está encerrada.
De acordo com o professor Luiz Allan Kunzle, presidente da APUFPR, existe a possibilidade da não reposição do calendário e paralisação do semestre letivo. ''O governo está sendo intransigente em não prosseguir com a negociação. Infelizmente os alunos estão sendo prejudicados, mas os docentes vão acabar tendo perdas salariais se aceitaram o que já foi proposto'', informou.
A categoria também informou que está marcada para a próxima quarta-feira, em Curitiba, uma manifestação de todos os servidores públicos federais. A mobilização deve ocorrer em Brasília e em outros Estados.
Segundo o professor da UTFPR, Arandi Bezerra Júnior, integrante do Comando Local de Greve, alguns docentes de instituições filiadas à Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), única entidade a aceitar a proposta de reajuste entre 25% e 40%, estão descontentes e solicitando a desfiliação do órgão.
''Isso mostra que, mesmo aqueles que a princípio tiveram que acatar a decisão, não concordam com o que foi anunciado'', destacou. Arandi ressalta também que, caso a paralisação se estenda por mais 15 dias, provavelmente o final do 1º semestre letivo terá que ser concluído apenas em dezembro, sendo o 2º semestre ''empurrado'' para 2013.
O governo ofereceu reajuste salarial entre 25% e 40%, dividido ao longo dos próximos três anos, a partir de março de 2013, mas conforme os sindicatos da categoria, não inclui possibilidade de negociação caso a inflação do período seja maior. Desde 17 de maio, mais de 50 mil estudantes de todo o Paraná estão sem aulas.


