Paralisação dos ônibus é encerrada com o pagamento aos motoristas
Transporte coletivo contará imediatamente com 30 veículos nas ruas de Londrina
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 25 de janeiro de 2021
Transporte coletivo contará imediatamente com 30 veículos nas ruas de Londrina
Pedro Moraes e Pedro Marconi - Grupo Folha 
A paralisação dos motoristas das empresas de ônibus de Londrina acabou de forma bem simples. Os profissionais receberam integralmente, na tarde desta segunda-feira (25), o pagamento do adiantamento salarial, conhecido como vale, que deveria ter sido debitado na conta na semana passada. Com a decisão, os profissionais da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina) e TIL, o Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina) e os empresários decidiram restabelecer imediatamente o serviço de ônibus na cidade. A população já sofria com a falta dos coletivos há quatro dias, em especial os estudantes que precisaram se deslocar para fazer a segunda prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), no domingo (24).

“As empresas finalmente conseguiram uma linha de financiamento para cumprir os pagamentos e os funcionários consultaram que o valor estava depositado. Ficamos com uma dúvida quanto aos dias parados e houve o compromisso das empresas em pagar por eles. E não poderia ser diferente, essa paralisação foi um protesto que se deu pelo não pagamento”, afirmou o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva. Ainda faltam outras questões que serão discutidas quanto ao acordo coletivo. Há a preocupação com o pagamento do salário no quinto dia útil, na próxima semana, mas Silva acredita que as empresas irão honrar com os compromissos.
Para o imediato atendimento aos passageiros, foi preciso fazer uma readequação na escala de trabalho para que os profissionais voltassem às ruas. Imediatamente, foram liberados 30 veículos. A Londrisul, que opera 35% do serviço público, pagou o restante do adiantamento no final da tarde de sexta. De manhã, os motoristas fizeram uma assembleia e decidiram ir ao evento de lançamento de 900 moradias, num empreendimento de construtora privada em parceria com a prefeitura, Cohab (Companhia de Habitação de Londrina) e Governo do Estado. Eles foram atendidos pelo secretário municipal de Governo, Alex Canziani.
Os maiores prejudicados foram os moradores da zona norte, região mais populosa da cidade e que é totalmente atendida pela TCGL. Os terminais da localidade permaneceram vazios e fechados, sem circulação de ônibus, durante boa parte do dia. Desde muito cedo, as pessoas precisaram encontrar meios alternativos para chegar ao trabalho. Operador de máquina costal, José Carlos Marques chegou ao terminal do Ouro Verde às 5h30, como faz diariamente. Ficou por mais de três horas aguardando uma solução para poder ir à empresa, que fica no outro extremo, na zona sul. “Normalmente, preciso de dois ônibus. Um até o terminal central e outro para o trabalho. Liguei para meu encarregado e iriam mandar um carro da empresa vir me buscar. Para voltar para casa, eles levam, o problema é ir”, relatou.


