Curitiba - A paralisação dos agentes penitenciários foi parcial, ontem, e não chegou a prejudicar as visitas de domingo. O movimento atingiu a Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP) e a Casa de Custódia de Curitiba (CCC), inaugurados recentemente. Segundo o Sindicato dos Servidores do Sistema Previdenciário (Sinssp), cerca de 78 agentes, sendo 60 deles da PEP e 18 da CCC aderiram ao movimento.
Eles mantiveram um terço dos funcionários trabalhando, informou Valério Sebastião Staback, diretor do Sinssp. Segundo ele, as visitas de domingo não foram prejudicadas. A direção da PEP não reconheceu o movimento e disse que tudo transcorreu dentro da normalidade.
Segundo Staback, das quatro empresas que administram as novas penitenciárias no Paraná, como a Inap, Humanitas, Monte Finos e Metropolitana, uma delas a Inap concordou em negociar com os agentes penitenciários. Eles pedem melhorias das condições de trabalho e a assinatura de um compromisso de avanços salariais, até atingirem a isonomia com os agentes penitenciários estatutários.
Atualmente um agente penitenciário estatutário ganha entre R$ 1.200,00 a R$ 1.400,00 por mês, enquanto um agente de empresa terceirizada ganha entre R$ 400,00 a R$ 450,00. Mas a pior situação são as péssimas condições de trabalho, disse Staback. Segundo ele, um agente penitenciário chega ficar até 16 horas dentro de uma penitenciária cuidando de preso, com direito a apenas uma refeição. Não tem direito nem a cafezinho, nem a remédios caso aconteça um problema simples como uma dor de cabeça.
Hoje, às 10 horas, os agentes penitenciários se reúnem em assembléia, na sede da Associação dos Servidores Penitenciários, ao lado do presídio do Ahú, em Curitiba, para decidirem se prosseguem com a paralisação ou não.
O Sinssp se propõe a dar apoio aos agentes penitenciários de Guarapuava, Foz do Iguaçu e Londrina, se eles decidirem aderir ao movimento.

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