Paralisação de um dia no INSS prejudica atendimento
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de abril de 2005
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Quase 3 mil pessoas deixaram de ser atendidas, ontem, nas 11 agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Curitiba e Região Metropolitana. Diferentemente dos servidores de outros estados, que decidiram por uma paralisação de 48 horas, o funcionalismo público federal paranaense deixou de atender o público apenas ontem.
De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos de Sa© úde, Trabalho, Previdência e Ação Social (Sindiprev), a adesão ao movimento foi maior nos postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), embora servidores do Ministério da Sa© úde, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária também tenham paralisado suas atividades em alguns municípios.
Segundo a diretora do Sindiprev, Jaqueline Mendes, em Curitiba, nenhuma das 11 agências do INSS abriu ontem, o mesmo acontecendo com as gerências de Cascavel, Londrina e Maringá. Apenas em Ponta Grossa o expediente foi considerado normal.
Segundo a assessoria de comunicação do INSS, o movimento foi tranquilo e não houve nenhum incidente com os segurados que não puderam ser atendidos. Entre eles, o chacreiro José Domingos da Silva, 65 anos, veio de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana, para entrar com pedido de aposentadoria na agência XV de Novembro, no centro da Capital. ''Vou ter que voltar outro dia'', resignou-se.
Já a empregada doméstica Zelinda de Lara, 58 anos, que buscou o parcelamento de sua contribuição atrasada como autônoma, pedia pelo atendimento ontem. ''Fui trabalhar às 6h20 para poder sair do serviço e vir ao INSS'', disse. Ela argumentou que, na segunda-feira, foi orientada por um funcionário a retornar ontem de manhã.


