Paralisação de aeroportuários tem baixa adesão
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segunda-feira, 16 de maio de 2005
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A adesão à paralisação dos aeroportuários foi tímida nos 11 aeroportos administrados pela Infraero nos três Estados do Sul do Brasil. Segundo Marco Antônio Pinheiro, delegado-regional do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), aproximadamente 40% dos cerca de 700 funcionários da estatal no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul participaram de alguma manifestação, para depois retornarem ao trabalho.
''Não houve atraso de vôos e nenhum serviço foi comprometido, o que foi bom, pois não pretendemos prejudicar os clientes. Os aeroportuários que participaram de manifestações são em sua maioria de setores administrativos dos aeroportos'', comentou Pinheiro. ''O que nos chamou a atenção foi a contestação em aeroportos menores. Em Londrina, por exemplo, houve uma manifestação importante''(ver texto abaixo).
Pinheiro afirmou que acredita que hoje as manifestações devam se intensificar. ''Já foi uma vitória ver como (nos últimos dias) o governo federal começou a ir contra o que pretendia: privatizar parte da Infraero. Quanto às nossas outras reivindicações, como a implantação do plano de carreira, creio que teremos que recorrer à via judicial'', disse o delegado-regional.
O Sindicato Nacional dos Aeroportuários vai tentar parar hoje o aeroporto de Brasília, a partir das 7 horas. A estratégia, segundo o presidente do sindicato, José Gomes de Alencar Sobrinho, é fazer com que o movimento seja percebido pelos parlamentares, que normalmente retornam à capital federal.
Ontem, primeiro dia de manifestação, os principais aeroportos que aderiram à paralisação foram Cuiabá (MT), Guarulhos e Campinas (SP), Maceió (AL), Salvador (BA), Recife (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Confins e Pampulha (MG), Londrina (PR), Pelotas (RS) e Santarém (PA), com participação média de 70% dos funcionários, segundo avaliação do sindicato.
A paralisação não atingiu, no entanto, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo -o principal do país. Alencar Sobrinho também não soube informar, de quanto foi a adesão geral entre os 9 mil funcionários da Infraero, nem como foi o a paralisação nos aeroportos Santos Dumont e Galeão, no Rio de Janeiro.(Com Folhapress)


