Paralisação afeta mercado de cimento em São Paulo
PUBLICAÇÃO
domingo, 29 de agosto de 1999
Por Priscilla Murphy 
São Paulo, 30 (AE) - Depois de uma semana de paralisação
o protesto dos caminhoneiros transportadores de cimento já está afetando a distribuição do produto em São Paulo. Segundo informou José Augusto Gralhioz, proprietário de um pequeno depósito, os problemas de abastecimento do setor não se restringem mais à fábrica da Votorantim na região de Sorocaba. "Os estoques estão acabando e não há novos suprimentos."
Gralhioz disse ter a informação de que há caminhões parados no depósito Eldorado, da Camargo Corrêa, e falta cimento também no Cauê, da mesma empresa, e Serrano, na Rodovia Regis Bittencourt.
O líder do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autonômos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) no protesto na Votoram da região de Sorocaba, Cláudio de Oliveira, disse que o número de caminhões parados no local aumentou hoje para 600. Até o fim de semana, havia cerca de 500 veículos parados próximo à fábrica.
O Sindicam, que conseguiu uma acordo inédito com as transportadoras de eletroeletrônicos da Zona Franca de Manaus há 15 dias - beneficiando 2,5 mil caminhoneiros com aumento de 31% no frete, transferência dos encargos de pedágios para a transportadora e gatilho automático para aumento de diesel -, defende a negociação por setor, diretamente com as transportadoras, em vez do movimento nacional que busca apoio do governo federal.
Segundo o Sindicam, enquanto o frete está congelado desde 95, no mesmo período o cimento aumentou 50% e o diesel, 106%.


