João Pessoa, 16 (AE) - A Secretaria Estadual da Saúde da Paraíba confirmou hoje a terceira morte por cólera no Estado. Já foram registrados este ano 197 casos da doença em 29 cidades do Estado. "Os dados indicam um avanço da cólera entre nós", disse a chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Adriana Mota. Ano passado foram registrados 253 casos e seis óbitos.
O sertão paraibano é a região mais contaminada com o vibrião colérico, apesar da seca que atinge o Estado. A criança M.L.A., de 11 meses, foi a terceira vítima de cólera, em Teixeira, a 320 quilômetros de João Pessoa, e outras duas morreram na cidade de Patos, primeiro lugar no ranking dos municípios mais afetados, com 37 casos, seguido por Somamede e Cacimbas.
A expectativa dos técnicos da Secretaria da Saúde aponta para o surgimento de mais casos da doença, apesar do controle ser feito por meio do monitoramento das doenças diarréicas. Mas em consequência da seca, as pessoas que moram na zona rural não têm outra alternativa, senão beber água contaminada pelo vibrião. Adriana disse que os sertanejos têm dificuldade de assimilar as recomendações para se evitar a propagação da cólera.
A principal causa do avanço da doença são as precárias condições de infra-estrutura dos municípios, especialmente na utilização de água não tratada. A Secretaria da Saúde já solicitou mais recursos ao Ministério da Saúde para implantar mais Unidades de Terapia de Cólera (UTC) para se somar às 33 que se encontram em funcionamento no Estado. "Os recursos são insuficientes para combater a doença", disse Adriana.

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